Rosatom fecha acordos com aliados durante evento em Moscou

Em um evento em Moscou, Putin destaca a importância da indústria nuclear russa em meio ao cerco ocidental.
Em um cenário de crescentes sanções ocidentais e isolamento, o presidente russo Vladimir Putin busca fortalecer a presença da Rússia no setor nuclear. Durante a Semana Atômica Mundial, que ocorreu em Moscou de 25 a 28 de setembro, a estatal Rosatom anunciou acordos significativos com diversos países, incluindo a construção de quatro pequenas usinas no Irã, em um projeto avaliado em US$ 25 bilhões.
A estratégia de Putin para a Rússia
A Rosatom, que emprega mais de 400 mil pessoas e responde por 20% da eletricidade consumida na Rússia, está no centro da estratégia de Putin para manter sua economia em funcionamento durante a Guerra da Ucrânia. O evento em Moscou, que celebrou os 80 anos da indústria nuclear russa, também destacou a intenção de expandir sua influência em países isolados pelo Ocidente, como Mianmar e Etiópia.
Relações com aliados
Belarus, outro aliado próximo, expressou interesse em construir uma segunda usina nuclear e vender parte da energia para regiões ocupadas na Ucrânia. Além disso, a Rússia está avançando na construção da primeira usina nuclear da Turquia, um membro da Otan que apoia a Ucrânia. O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, afirmou que a Rosatom é a líder mundial em tecnologia nuclear, embora tenha ressaltado a necessidade de regulamentação e padrões de segurança.
Desafios e críticas
Apesar do otimismo em torno da expansão das capacidades nucleares, a Rosatom enfrenta críticas por seu papel na manutenção do arsenal nuclear russo e por ser vista como um pilar da economia russa durante a guerra. As sanções ocidentais têm impactado muitos setores, mas a Rosatom continua a prosperar, com 20% de sua receita proveniente de “países não amistosos”.
A movimentação da Rússia nesse setor estratégico não só ajuda a manter Putin em uma posição de força, mas também reflete o desejo da Rússia de se afirmar como uma potência global, mesmo sob pressão internacional.








