PT busca visibilidade em segurança pública no Nordeste


A estratégia do partido em meio a críticas da oposição

PT busca visibilidade em segurança pública no Nordeste
A operação em questão no Rio tem repercussões no Nordeste. Foto: Folhapress

Após a operação no Rio que deixou 121 mortos, o PT se mobiliza por visibilidade na segurança pública, enfrentando críticas da oposição.

Após uma operação policial no Rio de Janeiro que deixou 121 mortos, o PT inicia uma mobilização para ganhar visibilidade em segurança pública, um tema que deve ser central nas eleições de 2026. O partido enfrenta críticas da oposição, que utiliza a fala do presidente Lula sobre a “matança” para contestar a postura do PT em relação à criminalidade.

Ações e reações no Nordeste

Governadores petistas, como os da Bahia e Ceará, tentam equilibrar ações policiais com a proteção dos direitos humanos. O presidente Lula, na terça-feira (24), criticou a operação no Rio, o que gerou reações adversas entre opositores. A pesquisa do Datafolha indica que 57% dos moradores do Rio consideram a ação policial um sucesso, enquanto 39% discordam. Com isso, o governo correu para apresentar o PL Antifacção ao Congresso, que busca estabelecer o tipo penal de “organização criminosa qualificada” com penas que podem chegar a 30 anos.

Desafios e estratégias

O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, defende um combate ao crime sem excessos, destacando que a política deve apresentar alternativas ao debate público. Entretanto, a proximidade das eleições levanta preocupações sobre o impacto da segurança nas pesquisas de aprovação do governo. Além disso, a ascensão de facções no Nordeste é uma preocupação, especialmente em estados como Rio Grande do Norte e partes de Pernambuco.

Ações em destaque

Recentemente, a polícia da Bahia realizou uma operação que resultou na prisão de 37 suspeitos e na morte de uma pessoa, enquanto o governador Elmano de Freitas (PT) exaltou uma ação que deixou sete suspeitos mortos em Canindé. A situação evidencia uma divisão interna sobre como abordar a segurança. Ao mesmo tempo, o apoio de governadores de direita ao governador do Rio, Cláudio Castro, com a criação de um “Consórcio da Paz”, intensifica o embate político em torno do tema.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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