O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), intensificou a pressão sobre o caso do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), que teria deixado o Brasil desrespeitando medidas cautelares. Lindbergh protocolou ações no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Mesa Diretora da Câmara questionando a saída do parlamentar, que foi visto em Miami. A iniciativa visa garantir o cumprimento das decisões judiciais e responsabilizar Ramagem por sua suposta fuga.
Lindbergh Farias enfatizou a importância de defender a autoridade das instituições. “Um parlamentar condenado por crimes graves contra a democracia não pode fugir para Miami como se nada tivesse acontecido”, declarou. O líder petista ainda comparou a situação de Ramagem com outros casos de parlamentares que deixaram o país após controvérsias, como Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro.
Paralelamente, o PSOL já havia solicitado ao STF a prisão preventiva de Ramagem, alegando que sua presença em Miami indica uma possível fuga. A Câmara dos Deputados, por sua vez, informou que não foi notificada oficialmente sobre a viagem de Ramagem nem autorizou qualquer missão oficial ao exterior. A situação levanta questionamentos sobre como o deputado conseguiu burlar as restrições impostas pela Justiça.
Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Bolsonaro, foi condenado a 16 anos de prisão na ação penal relacionada à trama golpista, mas recorre em liberdade. Como parte das medidas cautelares, o ministro Alexandre de Moraes havia determinado a apreensão de seus passaportes e o proibido de deixar o país. A controvérsia agora se concentra em como Ramagem conseguiu viajar para os Estados Unidos, desafiando as ordens judiciais.








