Esther Duflo apresenta ideia inovadora na COP30

Na COP30, em Belém, Esther Duflo propõe transferências diretas para mitigar efeitos do aquecimento global.
No dia 5 de novembro de 2025, durante a COP30 em Belém, a economista Esther Duflo apresentará uma proposta inovadora chamada “Just Economics”, que sugere transferências financeiras diretas para populações vulneráveis às mudanças climáticas. A ideia é que países ricos arrecadem fundos e enviem diretamente a cidadãos afetados, buscando compensar os prejuízos gerados pela crise climática, estimados em R$ 9,5 trilhões anuais.
Funcionamento do sistema
Duflo, que desenvolveu a proposta em parceria com Abhijit Banerjee e Michael Greenstone, afirma que o esquema visa resolver a ineficiência dos atuais mecanismos de financiamento climático. A proposta prevê transferências incondicionais em países mais afetados e pagamentos sazonais nos menos afetados, em troca de compromissos de redução de emissões.
Desafios e garantias
A economista reconhece que questões sobre a efetividade do uso dos recursos surgem, mas argumenta que a confiança nas comunidades beneficiadas é essencial. Além disso, os países que receberem essas compensações teriam que adotar medidas como taxação de emissões de carbono.
O impacto da proposta
Duflo ressalta que, se o “Just Economics” já estivesse em vigor, seria necessário arrecadar US$ 725 bilhões (R$ 3,8 trilhões) para operar o fundo, o que é significativamente menor que os prejuízos causados anualmente pela crise climática. A proposta será debatida na “blue zone” da COP30, destacando a urgência de soluções eficazes para o aquecimento global.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








