Martha Beltrame responde a procedimento disciplinar após denúncias graves

Martha Beltrame está suspensa por 90 dias após denúncias de uso indevido de servidores do MP.
O Conselho Superior do Ministério Público afastou do trabalho por 90 dias a promotora de justiça Martha Beltrame, que responde a procedimento disciplinar que apura denúncias de que ela usaria servidores e funcionários terceirizados do MP para fins pessoais. A decisão pela suspensão foi tomada semana passada.
Trajetória profissional de Martha Beltrame
A promotora ingressou no Ministério Público (MP) em 1993, no Rio Grande do Sul. Já trabalhou em Getúlio Vargas, Capão da Canoa, General Câmara e em Viamão, além de Porto Alegre. Já atuou nas promotorias de Justiça Criminal Regional do Sarandi e do Controle Externo da Atividade Policial. Foi a primeira mulher a ser presidente da Associação do MP, cargo que ocupou entre 2018 e 2020.
Denúncias e investigações
Sob investigação da corregedoria do MP há cerca de um ano, o relatório final do caso apontou que Martha teria cometido três infrações graves, passíveis de demissão. Elas envolveriam o uso de uma pessoa em cargo comissionado para a redação de uma dissertação de mestrado e de um funcionário terceirizado para fazer compras em mercado. O MP não divulgou uma previsão de data para a decisão final do Conselho Superior do MP, e Martha ainda pode recorrer.
Defesa e próximos passos
O advogado que faz a defesa, Rafael Maffini, diz que está “estudando as medidas necessárias para revertermos a decisão”. Ele afirmou que respeitam a decisão do Conselho Superior do Ministério Público, mas não concordam, por acreditarem que a portaria acusatória é totalmente improcedente.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com








