Lincoln Gakiya, sob escolta policial, critica a situação de segurança no Brasil

Lincoln Gakiya afirma que se precisar deixar o país, será a falência do estado brasileiro.
Nesta sexta-feira (24), o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, jurado de morte pelo PCC, afirmou que, se precisar deixar o Brasil após se aposentar, isso representará a “falência do estado brasileiro”. Gakiya vive sob escolta policial 24 horas por dia há mais de dez anos devido a ameaças constantes.
Ameaças e escolta policial
Em suas declarações, Gakiya ressaltou que essa situação colocaria em risco todo o histórico de combate ao crime organizado. Ele afirmou: “Não é o promotor Lincoln Gakiya que está fugindo do país para continuar vivo, é toda uma história de combate que vai por terra”. O promotor também enfatizou que a proteção que recebe é um direito inerente ao seu cargo, não um favor do estado.
Operação do Ministério Público
A operação realizada nesta sexta-feira pelo Ministério Público e a Polícia Civil de São Paulo revelou um plano de assassinato contra Gakiya e Roberto Medina, coordenador de presídios. Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, e a investigação começou em julho, após a prisão de um suspeito por tráfico de drogas. Os investigadores encontraram registros detalhados sobre a rotina de Medina, incluindo fotos e vídeos.
Implicações para o combate ao crime
Gakiya alertou que sua possível saída do país poderia desestimular novos colegas a continuarem o trabalho de combate ao crime. Ele enfatizou a necessidade de proteção para todos os integrantes do Ministério Público e das polícias, destacando que a segurança é essencial para o cumprimento de suas funções.
O cenário atual
Com a crescente violência e ameaças aos membros do sistema de justiça, a situação de Gakiya é um exemplo da fragilidade do combate ao crime organizado no Brasil. A operação e as declarações do promotor ressaltam a importância de garantir segurança a aqueles que atuam na luta contra a criminalidade.








