Iniciativa do Ministério da Justiça visa retomar controle de áreas dominadas por facções

O Ministério da Justiça inicia projeto contra crime organizado em Natal, com operação que resultou na prisão de mais de 30 pessoas.
No dia 15 de outubro de 2025, em Natal-RN, o Ministério da Justiça deu início a um projeto contra o crime organizado. Ação foi uma resposta às críticas enfrentadas pelo governo Lula na segurança pública, visando retomar o controle de áreas dominadas por facções, como o Comando Vermelho (CV).
Primeiras ações da operação
A operação, chamada Operação Território Seguro, resultou na prisão de mais de 30 suspeitos, além da apreensão de armas e drogas. O plano de intervenção combina ocupação territorial pelas forças de segurança com ações de cidadania e garantia de direitos, buscando consolidar a presença do Estado na comunidade.
Colaboração e apoio das forças de segurança
Com o apoio da Diopi (Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência), a operação mobilizou mais de 330 agentes de segurança, incluindo polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal. O projeto é fruto de uma parceria entre o Ministério da Justiça, o governo do Rio Grande do Norte e a ESEM (Escola de Segurança Multidimensional) da USP.
Contexto do crime na região
A comunidade escolhida para o projeto tem cerca de 80 mil habitantes e, anteriormente, estava sob controle do Sindicato do Crime, antes de ser dominada pelo CV, o que provocou um aumento da violência. O diagnóstico inicial não identificou práticas consolidadas de dominação territorial, mas as autoridades locais já notaram a expansão do CV após eventos recentes, como a fuga de detentos da penitenciária de Mossoró.
Próximos passos e objetivos do projeto
Além da repressão ao crime, a iniciativa busca assegurar direitos civis básicos, como regularização fundiária e proteção jurídica, respondendo a uma carência de assistência a grupos vulneráveis. A proposta inclui a instalação de estruturas simples para serviços de registro civil e acolhimento a vítimas de violência, visando mediar conflitos e combater a imposição de “tribunais paralelos” pelo crime organizado.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








