Jacqueline Muniz é alvo de ataques nas redes sociais após se posicionar contra a Operação Contenção

Jacqueline Muniz pediu ajuda ao Ministério dos Direitos Humanos após receber ameaças por criticar operação que deixou 121 mortos no Rio.
Na segunda-feira, 3 de novembro de 2025, a professora Jacqueline Muniz, do Departamento de Segurança Pública da UFF (Universidade Federal Fluminense), pediu para ingressar no Programa de Proteção dos Defensores de Direitos Humanos, do Ministério dos Direitos Humanos. Ela registrou uma série de ataques e ameaças nas redes sociais, após ser uma das vozes proeminentes contra a Operação Contenção, que resultou na morte de 121 pessoas nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro.
Muniz criticou a abordagem da segurança pública no Rio, afirmando que “há três décadas a cidade usa a guerra contra o crime para ganhar a eleição”, referindo-se a essa estratégia como uma forma de marketing político que fortalece a narrativa do bolsonarismo. O pedido de proteção foi protocolado pelo gabinete do vereador Leonel de Esquerda (PT) e pelo advogado Carlos Nicodemos, conselheiro do Conselho Nacional de Direitos Humanos.
Ataques e solidariedade
A professora relatou que chegou a ser fotografada em um restaurante, com as imagens acompanhadas de ofensas e incitações à violência, como “Dá uma pedrada nela. kkkk”, postadas por usuários nas redes sociais. Ela acredita que as ameaças foram alimentadas por publicações de parlamentares bolsonaristas, como os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO).
Em resposta aos ataques, a UFF divulgou uma nota de solidariedade no dia 2 de novembro, manifestando preocupação com os discursos de ódio e misóginos dirigidos à professora, reafirmando seu compromisso com a liberdade acadêmica e condenando qualquer tentativa de silenciamento de vozes que defendem os direitos humanos.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








