Mark Bray, professor da Universidade Rutgers, se viu forçado a deixar os EUA após receber ameaças de morte, motivadas pela caracterização do movimento Antifa como terrorista pelo ex-presidente Donald Trump. Bray, que lecionava sobre antifascismo, foi alvo de ataques da direita e decidiu mudar-se para a Espanha, onde continuará lecionando remotamente. Sua decisão foi impulsionada pelo medo pela segurança de sua família, especialmente após a divulgação de seu endereço residencial nas redes sociais. A Universidade Rutgers expressou apoio ao professor, mas Bray optou por se afastar do ambiente acadêmico nos EUA devido ao clima de hostilidade.

Mark Bray, professor da Universidade Rutgers, fugiu para a Espanha após ameaças de morte ligadas ao movimento Antifa.
Mark Bray, professor da Universidade Rutgers, se viu forçado a deixar os EUA na quinta-feira (9) após receber ameaças de morte ligadas ao movimento Antifa. A decisão foi motivada pela caracterização da Antifa como uma organização terrorista pelo ex-presidente Donald Trump, o que gerou uma onda de ataques contra Bray, que estava lecionando sobre antifascismo.
Na quarta-feira (8), Bray foi impedido de embarcar no Aeroporto Internacional Liberty de Newark, tendo que remarcar seu voo para conseguir deixar o país sem incidentes. Ele e sua família, que inclui dois filhos pequenos, decidiram que a segurança em sua casa estava comprometida e que seria mais seguro se mudar para a Espanha, onde continuará a ensinar remotamente.
O impacto das ameaças
Após a divulgação de seu endereço nas redes sociais, Bray recebeu ameaças de morte, incluindo uma que prometia matá-lo na frente de seus alunos. Ele notificou as autoridades locais e a polícia do campus, mas ainda assim optou pela mudança. A Rutgers, em comunicado, destacou seu compromisso com um ambiente seguro para todos os seus membros.
Reações e apoio da comunidade
A reação ao caso de Bray provocou um grande apoio de alunos e colegas, que expressaram tristeza com sua partida. O presidente da Associação Americana de Professores Universitários condenou as ameaças e declarou apoio ao professor. Bray, que se considera antifascista, mas não membro de grupos organizados, também foi alvo de uma petição pedindo sua demissão, mas uma petição contrária, pedindo a desarticulação do grupo Turning Point USA na Rutgers, ganhou ainda mais apoio.
A luta contra o extremismo
O caso de Bray destaca as tensões crescentes no ambiente acadêmico dos EUA, onde professores estão se tornando alvos de ataques por suas opiniões políticas. Bray, que publicou o livro “Antifa: O Manual Antifascista”, acredita que seu trabalho promove a organização contra o fascismo e a opressão.








