Pressão dos EUA sobre Zelenski para aceitar acordo de paz com a Rússia


Conflito na Ucrânia pode ter novos desdobramentos com exigências de Trump

Pressão dos EUA sobre Zelenski para aceitar acordo de paz com a Rússia
Zelenski e sua mulher Olena colocam vela em memorial aos mortos na revolta pró-Ocidente de 2014, em Kiev. Foto: Serviço de Imprensa da Presidência da Ucrânia/Reuters

EUA pressionam Zelenski a aceitar acordo de paz com a Rússia; Trump ameaça cortar ajuda.

EUA pressionam Zelenski a aceitar acordo de paz com a Rússia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está exercendo forte pressão sobre a Ucrânia para que aceite um acordo de paz elaborado em colaboração com a Rússia. As exigências são claras: o presidente ucraniano Volodimir Zelenski deve assinar o documento até a próxima quinta-feira, dia 27. Caso contrário, os EUA podem cortar o fornecimento de informações de inteligência essenciais, como imagens de satélite e monitoramento de movimentos de tropas.

A situação é crítica, pois o suprimento de armas à Ucrânia atualmente depende de compras limitadas de equipamentos dos EUA por países europeus. Se a Ucrânia não atender às exigências, a defesa do país pode ser severamente comprometida, especialmente em um momento em que enfrenta pressão em várias frentes de batalha.

Zelenski busca apoio europeu

Diante das ameaças, Zelenski tem buscado apoio de aliados na Europa. Ele se reuniu com o presidente francês, Emmanuel Macron, e líderes de outras nações, como o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz. Os líderes europeus estão unânimes em afirmar que a soberania da Ucrânia deve ser mantida e que o país deve ter a capacidade de se defender.

Zelenski está determinado a garantir que os princípios ucranianos sejam respeitados no acordo, que é amplamente considerado favorável ao Kremlin. Entre as concessões de Putin, destaca-se a liberação de um terço dos US$ 300 bilhões em reservas congeladas para a reconstrução da Ucrânia. No entanto, os termos do acordo preveem que a Ucrânia perca mais de um quinto de seu território e limite suas Forças Armadas a 600 mil soldados, o que representa uma redução significativa.

A posição do Kremlin e o futuro da Ucrânia

Embora o Kremlin tenha se mantido distante do debate sobre o acordo, o porta-voz Dmitri Peskov afirmou que a Rússia ainda não foi oficialmente informada dos termos. Isso levanta questões sobre a legitimidade e a viabilidade do acordo proposto. A reunião de Zelenski com líderes europeus é uma tentativa de garantir que qualquer futuro diálogo inclua a Ucrânia, a União Europeia e a OTAN.

A situação no campo de batalha também continua a deteriorar-se, com forças russas conquistando posições estratégicas, como a cidade de Kupiansk em Kharkiv. A pressão sobre Zelenski é intensa, especialmente após a revelação de um desvio de US$ 100 milhões no setor de energia, que resultou na demissão de dois ministros. O futuro da Ucrânia depende de como esse acordo será negociado e implementado, e se os aliados europeus conseguirão influenciar positivamente os termos em favor do país.

Desdobramentos possíveis

O cenário atual indica que, embora haja espaço para negociações, os termos vagos do acordo podem não satisfazer as necessidades da Ucrânia. Observadores acreditam que garantias de segurança não especificadas podem ser uma saída, mas isso ainda está longe de ser uma solução definitiva. A pressão sobre Zelenski para aceitar o acordo pode levar a um cenário ainda mais complexo, tanto em termos de política interna na Ucrânia quanto em suas relações internacionais.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Serviço de Imprensa da Presidência da Ucrânia/Reuters


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