Maria Elizabeth Rocha se defende de críticas de Carlos Augusto Amaral Oliveira

Maria Elizabeth Rocha defende seu conhecimento sobre a ditadura militar e critica tom misógino de colega.
Em 4 de novembro de 2025, durante uma sessão no STM (Superior Tribunal Militar), a presidente Maria Elizabeth Rocha se posicionou contra o ministro Carlos Augusto Amaral Oliveira, após ele criticar seu pedido de perdão a vítimas da ditadura militar. Oliveira sugeriu que a presidente deveria “estudar um pouco mais da história” antes de fazer suas declarações. Elizabeth respondeu, afirmando que não toleraria o que chamou de “tom misógino”.
Conflito entre ministros
Elizabeth destacou que sua trajetória de quase duas décadas no tribunal a qualifica para discutir a história da instituição e não aceitou as insinuações de Oliveira. Ela enfatizou que seu pedido de perdão foi feito em caráter pessoal e não representa o coletivo do tribunal. O discurso da presidente foi gerador de aplausos durante um ato ecumênico em memória de vítimas da ditadura, como Vladimir Herzog, e trouxe à tona questões sobre o papel da mulher na magistratura.
Repercussão e próximos passos
O embate resultou em um debate intenso entre os ministros, onde Oliveira reafirmou suas críticas e sugeriu uma reunião interna para discutir a controvérsia. A presidente do STM ressaltou que o acontecimento representa um marco significativo, sendo a primeira mulher a presidir a instituição em 217 anos, desafiando estruturas patriarcais historicamente estabelecidas. O incidente não apenas expôs a tensão no tribunal, mas também levantou questões sobre como gênero e respeito são tratados dentro da Justiça Militar.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








