Levantamento aponta que alguns itens chegaram a duplicar de preço em um ano

Frutas como cupuaçu e castanha-do-pará aumentaram drasticamente de preço em Belém.
Belém, 15 de outubro de 2023 — Com a aproximação da COP30, os preços de frutas na região dispararam, refletindo a inflação gerada pelo aumento do turismo. O quilo do cupuaçu, por exemplo, teve um reajuste de 117%, saltando de R$ 5,56 para R$ 12,06 entre agosto de 2024 e 2025, segundo levantamento do Dieese.
Aumento significativo nos preços
Além do cupuaçu, a castanha-do-pará também viu um aumento expressivo. O preço, que variava entre R$ 80 e R$ 90, agora chega a até R$ 200. Já o bacuri subiu 25,19%, passando de R$ 6,47 para R$ 8,10. Para Everson Costa, supervisor técnico do Dieese-PA, essa alta revela a complexa relação entre a produção local e a demanda crescente durante eventos como a COP30.
Impacto para os empreendedores
A alta nos preços tem sido um desafio para empreendedores locais. Ana Maria de Oliveira, que produz bombons de chocolate com frutas regionais, relata que a castanha-do-pará, anteriormente vendida a R$ 90, agora pode chegar a R$ 250. O chocolatier Fabio Sicilia também observa um aumento significativo no preço do cupuaçu, o que impacta diretamente sua produção.
Considerações legais sobre os preços
O promotor de justiça do consumidor, Alexandre Couto, explica que o controle de preços é proibido no Brasil, exceto em casos regulamentados. Ele destaca que casos de preços abusivos devem ser analisados individualmente. A situação atual, onde preços de castanha-do-pará chegam a R$ 200, pode gerar questionamentos, mas é preciso comprovar práticas abusivas para que haja penalização.
A inflação e a alta demanda por produtos regionais têm trazido desafios significativos, e o cenário tende a se agravar com a proximidade do evento internacional.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








