Obra inovadora ancorada em Belém promove debates e eventos climáticos

A praça flutuante será doada ao Brasil após a COP30, servindo como espaço cultural em Belém.
Praça flutuante da Itália será um marco na COP30
A praça flutuante, chamada AquaPraça, foi projetada para ser um espaço cultural e de debate durante a COP30, que ocorrerá em Belém. A estrutura, que estará ancorada em frente ao espaço cultural Casa das Onze Janelas, tem como objetivo promover discussões sobre mudanças climáticas e será doada ao Brasil após o evento, permitindo que permaneça na cidade. Com capacidade para cerca de 150 pessoas, a AquaPraça representa uma interação inovadora entre arquitetura e meio ambiente.
Detalhes sobre a construção e design da AquaPraça
A AquaPraça foi idealizada pelo arquiteto italiano Carlo Ratti, que a projetou utilizando 175 toneladas de aço marítimo reciclado. Com 400 metros quadrados, a estrutura possui um design que inclui níveis e desníveis, permitindo que a água do rio Guamá interaja diretamente com os visitantes. Essa característica foi inspirada no Teatro del Mondo, uma obra flutuante de Aldo Rossi, que é um exemplo de como arquiteturas podem dialogar com o ambiente aquático. A plataforma foi construída no norte da Itália e chegou a Belém em meados de outubro, após participar da Bienal de Arquitetura de Veneza.
A importância da AquaPraça para a COP30 e Belém
A presença da AquaPraça durante a COP30 ressalta a importância de discutir a relação entre as cidades e a água, especialmente em um momento em que as mudanças climáticas são uma preocupação global. Segundo Ratti, tanto Belém quanto Veneza enfrentam desafios relacionados ao clima e à adaptação às suas respectivas realidades hídricas. A estrutura será um espaço para debates que conectam a cultura local à luta contra as mudanças climáticas, reforçando a necessidade de um diálogo contínuo sobre sustentabilidade.
Interação com o meio ambiente
A AquaPraça foi projetada para ser uma “ágora flutuante”, onde os cidadãos poderão se reunir e discutir questões pertinentes ao meio ambiente. A arquitetura permite que a plataforma se adapte aos níveis das águas, utilizando sensores que monitoram as condições do ambiente. Isso cria uma experiência única para os visitantes, que poderão vivenciar a dinâmica do espaço de maneira interativa. A ideia de criar um espaço que se adapta ao ambiente reflete uma nova abordagem na arquitetura contemporânea, promovendo sustentabilidade e inovação.
O futuro da AquaPraça em Belém
Após a COP30, a AquaPraça será oficialmente doada ao Brasil, e ainda está sendo discutido qual instituição ficará responsável por sua manutenção e programação cultural. O projeto recebeu apoio do governo italiano e de diversas empresas, evidenciando a colaboração internacional em prol de soluções sustentáveis. A expectativa é que a estrutura não apenas sirva como um espaço de eventos, mas também como um símbolo da luta contra as mudanças climáticas, destacando a importância da arquitetura como ferramenta de transformação social. A doação da AquaPraça representa um compromisso com o futuro sustentável de Belém e uma oportunidade de engajar a população em discussões sobre o meio ambiente.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








