Portugal julga jovem por incentivar ataque em escola de São Paulo


Acusado português de incitação a ataques violentos é levado a julgamento em Santa Maria da Feira

Portugal julga jovem por incentivar ataque em escola de São Paulo
Memorial com flores e velas em homenagem à vítima Giovanna Bezerra da Silva. Foto: m mostra um memorial com flores, velas e uma foto em preto e branco de uma mulher. Ao fundo, há um cartaz escrito 'JUSTIÇA PARA GIOVANNA'. O ambiente é decorado

Um jovem português é julgado por incentivar ataques violentos em escolas brasileiras, incluindo assassinato em São Paulo.

Portugal julga jovem acusado de incentivar ataque violento em escola de São Paulo

O julgamento iniciado em 19 de fevereiro de 2026 em Santa Maria da Feira, no norte de Portugal, envolve um jovem de 18 anos acusado de incentivar ataques violentos em escolas brasileiras, especialmente o ocorrido em 23 de novembro de 2023 em Sapopemba, São Paulo. A investigação do Ministério Público português, comandada pela procuradora Felismina Carvalho Franco, revela que o réu, identificado pelo codinome Mikazz, incitava outros jovens a cometerem atos violentos através das redes sociais.

Histórico do ataque ocorrido em Sapopemba e suas consequências

No episódio de novembro de 2023, um adolescente de 16 anos armado com revólver calibre 38 invadiu sua escola em Sapopemba, zona leste de São Paulo, e disparou contra colegas de classe. Entre os quatro atingidos, três ficaram feridos e a estudante Giovanna Bezerra da Silva, de 17 anos, faleceu. A tragédia marcou profundamente a comunidade local e motivou investigações internacionais que ligam a organização criminosa comandada por Mikazz ao planejamento do ataque.

Evidências digitais e material ilícito apreendido contra o acusado

Durante as investigações que antecederam o julgamento, foram encontradas mais de 200 imagens e vídeos de pornografia infantil nos computadores do acusado, além de provas da liderança dele em um grupo no Discord que promovia violência contra pessoas e animais, documentando e transmitindo essas ações em tempo real para integrantes. Este material reforça a gravidade da conduta e a estrutura sofisticada da organização criminosa.

Estrutura e funcionamento do grupo virtual liderado por Mikazz

A organização denominada The Kiss (TKS) possuía uma hierarquia rigorosa, em que Mikazz exercia o papel de “fuhrer” ou “gotter”, termos que significam líder e deus em alemão. Sob seu comando estavam os “kills” e, em níveis inferiores, os “súditos” e “inferiores”. Atos de tortura, massacres e automutilações eram transmitidos ao vivo, servindo para promoção na hierarquia do grupo e reforçando a influência do líder sobre os membros.

Impactos da incitação digital em crimes concretos no Brasil

Além do massacre em Sapopemba, Mikazz é suspeito de instigar outros três ataques no Brasil, envolvendo jovens armados com facas em Minas Gerais, Espírito Santo e outra ocorrência em Sapopemba. A Polícia conseguiu intervir para impedir essas ações. O uso de gírias brasileiras pelo acusado indica uma comunicação intensa com adolescentes do Brasil para fortalecer a influência e controle do grupo.

Perspectivas legais e consequências do julgamento

O réu optou por permanecer em silêncio no início do julgamento, enquanto seu advogado alega que ele não liderou propriamente o grupo. Caso seja considerado culpado, o acusado poderá cumprir até 25 anos de prisão, conforme a legislação portuguesa. O caso evidencia os desafios do combate à criminalidade transnacional, especialmente envolvendo crimes virtuais que resultam em violência física.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: m mostra um memorial com flores, velas e uma foto em preto e branco de uma mulher. Ao fundo, há um cartaz escrito 'JUSTIÇA PARA GIOVANNA'. O ambiente é decorado


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