A redescoberta de objetos analógicos em um mundo digital

Em tempos de hiperconexão, a redescoberta de objetos analógicos como discos de vinil e fotografias revela um desejo por autenticidade entre os jovens.
Em 3 de outubro de 2025, o Globo Repórter destacou como a busca por objetos analógicos, como discos de vinil e fotografias em papel, tem atraído as novas gerações. A cantora Liniker, por exemplo, gravou seu álbum Caju utilizando tecnologia analógica, recebendo sete indicações ao Grammy Latino.
O fascínio pelo analógico
O som do vinil conquistou os jovens, como Beatriz Ribeiro, que levou amigos para ouvir pela primeira vez. Em lojas no Rio de Janeiro, como a de Rogério Ignacio, o público encontra discos raros e equipamentos fotográficos antigos. O professor Bernardo Conde, da UFRJ, aponta que esse interesse reflete uma busca por autenticidade em meio ao digital.
Experiências que conectam
Na Praça XV, o cenário é nostálgico, com pessoas de todas as idades circulando entre bancas de câmeras e discos. Victor, que foi lá em 2010 em busca de um presente, acabou se apaixonando por uma câmera analógica. Universidades também promovem essa paixão; na UFRJ, o projeto Paralaxe Lab oferece experiências de revelação fotográfica com métodos alternativos.
O papel da nostalgia
Mariana Loureiro criou o Clube do Envelope de Papel, que conecta mais de 4 mil pessoas que escrevem cartas à mão. Em Belo Horizonte, ludotecas oferecem um espaço para jogos de tabuleiro, onde casais se encontram e famílias se reconectam, segundo Henrique, o dono de uma luderia.
A valorização de objetos antigos
Heitor Pitombo, músico e colecionador, observa que gibis raros estão se valorizando. O professor Bernardo Conde ainda ressalta que o fenômeno vai além da nostalgia, representando uma nova forma de interação e conexão entre as pessoas.
Os jovens estão, assim, redescobrindo a essência do que significa viver e compartilhar experiências de forma mais tangível.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com








