Investigação aponta participação direta de sete pessoas e apoio de outras cinco no crime em Praia Grande.

Doze pessoas foram indiciadas pela morte do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, incluindo sete suspeitos diretos do crime.
Indiciamento de suspeitos no assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes
A Polícia Civil indiciou 12 suspeitos de participarem do assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, 64, ocorrido há dois meses em Praia Grande, litoral paulista. Este indiciamento envolve sete indivíduos diretamente relacionados ao assassinato e cinco que auxiliaram na execução do crime. Atualmente, dez dos suspeitos estão sob custódia, enquanto dois permanecem foragidos.
Um dos envolvidos, Umberto Alberto Gomes, 39, foi morto durante a tentativa de prisão em São José dos Pinhais (PR), sendo apontado como um dos atiradores que atacaram o veículo de Ferraz Fontes. O DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) informa que este indiciamento representa apenas a primeira fase da investigação, que agora busca identificar os mandantes do assassinato e suas motivações.
Detalhes sobre os suspeitos
Dentre os principais suspeitos, destaca-se Paulo Henrique Caetano Sales, conhecido como PH, que foi preso por ser proprietário de um imóvel utilizado na execução do crime. Luiz Antônio Rodrigues de Miranda, o motorista do carro usado na emboscada, está foragido, enquanto Marcos Augusto Rodrigues Cardoso, chamado de Fiel, é suspeito de ter indicado o carro da vítima aos atiradores.
Os investigados Felipe Avelino da Silva, o Mascherano, e Flávio Henrique Ferreira Silva, tiveram impressões digitais encontradas em um veículo que seria utilizado na fuga. Curiosamente, os criminosos teriam deixado a chave dentro do carro, impossibilitando a fuga no momento decisivo. Mascherano foi preso no início de outubro, enquanto Ferreira continua foragido.
A rede de apoio ao crime
Além dos suspeitos diretos, a investigação também identifica um núcleo de apoio ao crime, composto por motoristas de fuga, proprietários de imóveis utilizados pelos suspeitos e recrutadores. Dahesly Oliveira Pires, 25, é mencionado por ter buscado um fuzil a pedido do motorista do carro utilizado no ataque. Outros envolvidos, como Luiz Henrique Santos Batista, ajudaram na logística do crime, enquanto William Marques e Cristiano Alves da Silva, o Cris Brown, são proprietários de casas que serviram como base para os criminosos.
Danilo Pereira Pena, 36, o Matemático, é suspeito de coordenar parte do assassinato, e José Nildo da Silva, 47, foi visto no dia do crime com um colete à prova de balas e uma arma longa.
Motivações por trás do crime
As investigações da Polícia Civil estão concentradas em determinar se a morte de Ruy Ferraz Fontes foi uma represália a seu trabalho na prefeitura, onde atuava como secretário de Administração, ou se está ligada à sua história de combate ao crime organizado, tendo sido o primeiro a investigar o PCC (Primeiro Comando da Capital).
Ruy Ferraz Fontes começou sua carreira na Polícia Civil em 1988, tendo trabalhado em diversos setores ao longo de quatro décadas. Ele ocupou a função de delegado-geral entre janeiro de 2019 e abril de 2022, respondendo diretamente ao governador e ao secretário da Segurança Pública. No momento de sua morte, Ferraz estava ativo na administração pública de Praia Grande.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Divulgação/ Polícia Civil








