Associações de policiais se articulam em apoio aos réus do Distrito Federal

Manifestos de apoio a policiais do DF réus pelo 8 de janeiro foram divulgados por associações de outros estados.
Associações de oficiais da Polícia Militar de estados governados pela direita se articulam em defesa dos sete policiais militares do Distrito Federal que aguardam julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. O julgamento, que já foi adiado três vezes, inclui ex-comandantes da PMDF.
Manifesto de apoio
Entidades de São Paulo, Amazonas e Santa Catarina se juntaram à associação do Distrito Federal, divulgando manifestos que afirmam que o grupo agiu de forma legítima e é vítima de um processo político. O coronel da reserva Leonardo Moraes, presidente da Asof-DF, destacou que parte da categoria tem receio de se posicionar, embora esteja incomodada com a situação dos policiais de Brasília.
Críticas ao julgamento
O presidente da Defenda PM, coronel Luiz Gustavo Toaldo Pistori, criticou a forma como os policiais militares estão sendo julgados, afirmando que os sete estão “submetidos a um processo inquisitorial”. A Defenda PM é uma entidade reconhecidamente alinhada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A crítica se estende ao tratamento desigual em relação a outras forças de segurança durante o processo.
O contexto político
Os estados envolvidos estão sob o comando de governadores de direita, como Tarcísio de Freitas (SP), Wilson Lima (AM), Jorginho Mello (SC) e Ibaneis Rocha (DF). As associações afirmam que o processo mais se assemelha a um julgamento político do que a uma apuração isenta e técnica. O julgamento dos policiais ainda não tem nova data definida.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








