Ferramenta traz informações para evitar acidentes e promover educação ambiental

Aplicativo Mergulho Virtual foi desenvolvido para fornecer informações sobre tubarões em Noronha.
Pesquisadores deram início ao desenvolvimento de um aplicativo chamado Mergulho Virtual, que vai reunir informações sobre os tubarões de Fernando de Noronha. A ferramenta vai trazer dados biológicos e orientações de segurança para ajudar a evitar acidentes com os animais.
Parceria e objetivos do projeto
O trabalho é resultado de uma parceria entre o Projeto Tubarões e Raias de Noronha e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), com financiamento da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe). Segundo a coordenadora do projeto, Bianca Rangel, o aplicativo será gratuito e voltado tanto para moradores quanto para turistas. “Vamos divulgar informações sobre berçários, reprodução, alimentação e diretrizes de segurança”, explicou Bianca.
Funcionalidades do aplicativo
A plataforma vai unir realidade aumentada, pesquisa científica e participação da comunidade para incentivar a educação ambiental. O app também disponibilizará informações de pesquisa obtidas por telemetria acústica, drones e registros da comunidade local. Os dados serão baseados no monitoramento realizado desde 2020 pelo Projeto Tubarões e Raias de Noronha. O aplicativo contará com um módulo educativo, orientações de primeiros socorros e um canal para o registro de avistamentos de tubarões.
Realidade aumentada e atualização de dados
A realidade aumentada (RA) permitirá que o usuário veja imagens em 3D de tubarões sobrepostas ao cenário real. Segundo a engenheira da computação Amanda Leonel, “a realidade aumentada vai combinar o ambiente real com projeções virtuais, oferecendo imagens dos tubarões e informações em tempo real sobre as praias”. Os dados do aplicativo serão atualizados com informações de telemetria acústica, monitoramento aéreo por drones e relatos de mergulhadores e guias locais.
Previsão de lançamento
O projeto é coordenado pelo professor José Carlos Pacheco (UFRPE) e conta com a participação da bióloga Ana Carolina Diógenes e da engenheira da computação Michele Tanus. A previsão é que o aplicativo esteja disponível até o fim do primeiro semestre de 2026.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com








