Conservadores extremos demonstram elevada desconfiança em instituições

Estudo mostra que 54% da população adota uma postura pragmática, fora da polarização política.
Em 7 de outubro de 2023, uma análise conduzida pelo think tank More in Common, em colaboração com a Quaest, revelou que 54% da população brasileira se distanciam da polarização política, adotando uma postura pragmática. Apesar do intenso embate entre os apoiadores de Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL), a pesquisa aponta que a maioria dos brasileiros não se identifica com nenhuma das extremidades.
Panorama da desconfiança nas instituições
O estudo identificou um segmento de 6% denominado “patriotas indignados”, que expressam uma desconfiança alarmante em relação às instituições. Entre eles, 71% não confiam no Supremo Tribunal Federal, 61% no Congresso Nacional e 62% na grande imprensa. Essa desconfiança é acompanhada por uma mobilização significativa, onde 49% consideram importante participar de manifestações políticas. Em contraste, os “conservadores tradicionais”, que representam 21% da população, também demonstram desconfiança, mas em índices menores.
Divisão política da população
A pesquisa dividiu a população em seis segmentos, desde progressistas até conservadores. A maioria, classificada como “invisíveis”, não se alinha nem à direita nem à esquerda, refletindo uma postura mais independente e pragmática. Os progressistas, que somam 19%, são subdivididos em “militantes” e “esquerda tradicional”, enquanto os conservadores compreendem 27%, com um grupo radical e um tradicional.
Implicações e próximos passos
Os pesquisadores concluem que a percepção de polarização pode ser exagerada, uma vez que a maioria, embora menos vocal, prefere manter-se afastada do debate político. Essa realidade pode impactar as estratégias políticas futuras, uma vez que a busca por um diálogo mais inclusivo e menos polarizado se torna essencial para a coesão social.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








