Pesquisa revela que 6 em cada 10 brasileiros não confiam em partidos políticos


Levantamento aponta que a desconfiança em partidos políticos continua a aumentar no Brasil.

Pesquisa revela que 6 em cada 10 brasileiros não confiam em partidos políticos
Congresso Nacional do Brasil. Foto: Agência Brasil.

Levantamento do instituto Genial/Quaest mostra que 63% dos brasileiros não confiam em partidos políticos.

Pesquisa mostra aumento da desconfiança em partidos políticos

De acordo com um levantamento do instituto Genial/Quaest, divulgado nesta segunda-feira (8), 6 em cada 10 brasileiros não confiam em partidos políticos. A pesquisa revelou que 63% dos entrevistados consideram que os partidos não são confiáveis, enquanto apenas 36% afirmam confiar nas siglas. Outros 1% não souberam responder à pergunta. Essa crescente desconfiança reflete um panorama preocupante para a política brasileira, especialmente em um período de polarização e debates acalorados sobre a governança no país.

Análise do nível de confiabilidade das instituições

Na pesquisa, foram avaliadas 13 instituições para medir o nível de confiabilidade de cada uma delas, incluindo órgãos como a Igreja Católica, a Polícia Militar, e o Supremo Tribunal Federal (STF). Os partidos políticos, por sua vez, ocuparam a última posição, sendo considerados como as instituições menos confiáveis pelos brasileiros. Essa classificação sugere uma crise de credibilidade que pode ter implicações significativas para a participação política e a formação de opiniões no país.

O aumento da desconfiança em relação aos partidos políticos é notável, especialmente quando comparado ao último levantamento realizado em julho de 2024. Naquela ocasião, 58% dos brasileiros afirmaram não confiar nas siglas, enquanto 40% expressaram algum nível de confiança. O que pode ter gerado essa mudança nos sentimentos da população? A resposta pode estar ligada a diversos fatores, como escândalos de corrupção, a percepção de ineficiência na representação política e a crescente insatisfação com o sistema eleitoral.

Impacto da desconfiança nas eleições

A desconfiança em partidos políticos pode impactar diretamente o comportamento do eleitor nas próximas eleições. Com uma percentagem tão elevada de brasileiros sem confiança nas siglas, pode-se esperar que muitos optem por candidaturas independentes ou movimentos sociais que prometem uma mudança no status quo. Essa tendência pode resultar em um cenário eleitoral mais fragmentado, onde partidos tradicionais enfrentam dificuldades em mobilizar seus apoiadores.

“A desconfiança nas instituições é um problema que afeta a democracia.”

Principais instituições avaliadas

Na pesquisa, foram consideradas as seguintes instituições:

  • Igreja Católica: considerada uma das instituições mais confiáveis.
  • Polícia Militar: ainda possui uma boa percepção entre os cidadãos, mas enfrenta desafios de imagem.
  • Forças Armadas: mantêm um certo nível de respeito, embora a confiança tenha diminuído.
  • Igrejas Evangélicas: apresentam um crescimento na confiança, especialmente entre grupos específicos da população.
  • Prefeitos e Bancos: apresentam um nível de confiança mediano, com variações regionais significativas.
  • Imprensa e STF: enfrentam desconfiança, mas ainda são vistas como essenciais para a democracia.

O que esperar no futuro

Com o cenário atual de desconfiança em relação aos partidos políticos, é essencial monitorar os desdobramentos dessa situação nas próximas eleições e no comportamento do eleitorado. A resposta dos partidos a essa crise de credibilidade será fundamental para a reconstrução da confiança. A forma como os partidos se adaptam às demandas da população e como eles comunicam suas propostas pode definir o futuro da política brasileira.

Diante dos dados apresentados, a tarefa de reconquistar a confiança do eleitor se torna um desafio urgente para os partidos. A construção de um diálogo aberto e transparente, aliado a ações concretas que demonstrem compromisso com a ética e a responsabilidade, são passos necessários para reverter essa tendência negativa. O que se observa agora é um cenário em que a participação política pode ser cada vez mais moldada por uma população ciente de seus direitos e exigente em relação aos seus representantes.


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