Facção planejava assassinar membros do sistema prisional e do MP

Acusados de monitorar autoridades, membros do PCC pesquisaram SUVs para cometer crimes.
Membros do PCC pesquisaram carros SUV com capacidade para sete lugares, visando montar armamentos sem chamar atenção nas ruas. A facção planejava assassinar autoridades do sistema prisional e do Ministério Público de São Paulo, incluindo o coordenador de presídios, Roberto Medina, e o promotor Lincoln Gakya.
Estratégia de ataque
A escolha dos veículos fazia parte de um plano para garantir mobilidade e uma rápida fuga após os ataques. No celular de um dos criminosos, a polícia encontrou pesquisas por modelos de SUVs e fotos de veículos amplos, aptos a transportar até sete pessoas. O grupo pretendia realizar ataques simultâneos, dividindo as equipes entre vigilância, execução e cobertura.
Descoberta do plano
O plano foi descoberto após a prisão de Victor Hugo da Silva, conhecido como Falcão, responsável por monitorar Medina e sua esposa. Em seu celular, a polícia encontrou vídeos, mapas e áudios detalhando a rotina do casal e suas vulnerabilidades. Outro membro do grupo, Sérgio Garcia da Silva, o Messi, também monitorava o promotor Lincoln Gakya, mapeando trajetos e a localização do Ministério Público.
Ação policial
A operação de bloqueio foi realizada em 24 de outubro, com 25 mandados de busca cumpridos em sete cidades. Essa ação da polícia conseguiu impedir os crimes e desarticular a nova frente do PCC fora do sistema prisional, garantindo a segurança das autoridades monitoradas. Além disso, foram identificados sobrevoos de drones e mensagens sobre a aquisição de armamentos, evidenciando a grave ameaça que os alvos enfrentavam.








