Investigação aponta envolvimento do Primeiro Comando da Capital em esquema de extorsão

Facção criminosa movimentou ao menos R$ 1,2 milhão em extorsões no Jardim Itatinga.
Um esquema de extorsão em Campinas, atribuído ao PCC, tem gerado preocupações desde 2023 no Jardim Itatinga, conhecido como ‘Disneylândia da prostituição’. A Polícia Civil investiga a onda de ameaças e sequestros a clientes, onde a facção criminosa tem feito movimentações financeiras de ao menos R$ 1,2 milhão em um ano, segundo apurações.
O que está acontecendo
A investigação da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) descobriu que membros do PCC infiltraram-se em casas de prostituição, utilizando profissionais do sexo como iscas para extorquir clientes. As vítimas, atraídas por preços que variam de R$ 70 a R$ 150, enfrentam cobranças que chegam a R$ 5.000 após o serviço, que muitas vezes nem ocorre.
A atuação da polícia
A Polícia Civil, em operação conjunta com o Gaeco, prendeu 12 pessoas ligadas à facção em julho e, posteriormente, mais cinco. Aproximadamente 25 indivíduos que comandam as operações no bairro estão sendo monitorados. A investigação ainda busca identificar cerca de cem pessoas que ajudavam a movimentar o dinheiro das extorsões.
O impacto na comunidade
Os crimes têm afastado clientes e diminuído a frequência no Jardim Itatinga, um local histórico de prostituição na cidade. De acordo com o delegado, a quantidade de boates caiu drasticamente e a exploração sexual de adolescentes, furtos e falsificações também são registrados na área.
Considerações finais
O PCC tem se mostrado flexível em suas atividades, envolvendo-se em diversos ramos de lucratividade, incluindo a exploração sexual. A investigação continua, buscando desmantelar o esquema e cuidar das vítimas envolvidas.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








