Além de Lincoln Gakiya e Roberto Medina, outras figuras públicas estão na mira da facção criminosa.

PCC ameaçou matar autoridades como o promotor Lincoln Gakiya e o diretor Roberto Medina, entre outros.
O Primeiro Comando da Capital (PCC) intensificou suas ameaças e, além do promotor Lincoln Gakiya e do coordenador dos presídios Roberto Medina, diversas outras autoridades estão em sua mira. O plano de assassinato foi revelado em uma operação realizada na sexta-feira (24) em São Paulo, onde mandados de busca e apreensão foram cumpridos em imóveis de suspeitos de integrar a facção criminosa.
Ameaças e operações de combate
As ameaças do PCC têm sido constantes desde o início dos anos 2000, e a facção já se envolveu em diversas operações que resultaram na prisão de indivíduos ligados a esses planos. Em agosto de 2025, empresários foram detidos por financiar um plano para assassinar o promotor Amauri Silveira Filho, enquanto em junho, um preso ameaçou o governador Tarcísio de Freitas e o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite. Essa escalada de violência reflete a crescente ousadia da facção.
Contexto da violência
O PCC não apenas ameaça autoridades, mas também possui células operacionais no exterior e se envolve em atividades de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Em 2023, a Polícia Federal prendeu suspeitos que planejavam matar autoridades, incluindo o senador Sergio Moro. Além disso, em 2020, um homem foi acusado de ameaçar o então governador João Doria, exigindo um resgate para não ser assassinado.
Consequências e repercussões
O clima de insegurança gerado pelas ameaças do PCC é alarmante, especialmente para aqueles que trabalham no combate ao crime organizado. Apesar das ameaças, até o momento, nenhuma das autoridades mencionadas foi assassinada, mas a situação continua tensa. O ex-delegado Ruy Ferraz Fontes foi assassinado em um ataque em 2025, e o juiz Antônio José Machado Dias também perdeu a vida em 2003 em circunstâncias semelhantes, evidenciando o risco que todos enfrentam ao desafiar a facção.
A luta contra o PCC e suas ameaças permanece ativa, mas a necessidade de proteção e segurança para as autoridades é uma preocupação crescente na sociedade.








