Reeleição de Biya gera repressão violenta em Camarões

Paul Biya, o chefe de Estado mais velho do mundo, toma posse para seu oitavo mandato em Camarões, gerando protestos e repressão.
Em Camarões, 6 de novembro de 2023, Paul Biya, o chefe de Estado mais velho do mundo, tomou posse para seu oitavo mandato. Sua reeleição, marcada por contestações, gerou uma onda de protestos que foram reprimidos de forma violenta, resultando em pelo menos 48 mortes, conforme relatado por fontes da ONU. Durante a cerimônia realizada no Parlamento nacional, Biya prometeu continuar a ser digno da confiança que lhe foi confiada.
Contexto da reeleição
Biya, que está no poder desde 1982, foi declarado vencedor da eleição realizada em 27 de outubro, recebendo 53,66% dos votos, enquanto seu opositor, Issa Tchiroma Bakary, obteve 35,19%. Tchiroma, ex-porta-voz do governo, contestou os resultados, alegando ter vencido e prometendo resistir até a “vitória final”. A insatisfação popular com a estagnação econômica e a crise de segurança contribuiu para a eclosão de protestos em várias regiões do país.
Repressão aos protestos
As manifestações resultaram em uma repressão severa, com informações de que forças de segurança mataram 48 civis, muitos dos quais foram atingidos por balas ou espancados. Em Douala, o porto mais movimentado do país, os protestos foram mais intensos, resultando em várias prisões. A ONG Stand up for Cameroon denunciou as condições desumanas em que os manifestantes estão sendo mantidos, com relatos de tortura e abusos.
Desdobramentos políticos
A reeleição de Biya levantou questões sobre a legitimidade do processo eleitoral, com acusações de fraude e manipulação. O Conselho Constitucional, controlado por Biya, proclamou os resultados, mas não é visto como uma entidade independente. A situação política em Camarões continua tensa, com um clima de incerteza sobre o futuro do país sob a liderança de um dos mais antigos líderes do mundo.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








