Paraná inicia vacinação contra VSR em gestantes com novas doses


Estado recebe imunizantes para proteger mães e bebês contra complicações respiratórias

Paraná inicia vacinação contra VSR em gestantes com novas doses
Vacinas contra VSR chegam ao Paraná. Foto: Agência

Paraná recebe primeiras doses de vacina contra VSR para gestantes, visando proteger mães e recém-nascidos.

Vacinação contra VSR no Paraná: um passo importante para a saúde materno-infantil

Na quarta-feira (03), o Paraná recebeu as primeiras doses da vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), um avanço crucial na proteção de gestantes e recém-nascidos. Com um total de 37.120 doses, a iniciativa visa reduzir os casos de bronquiolite, uma condição que pode afetar gravemente os bebês.

Entrega e distribuição das vacinas

As vacinas foram entregues no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), em Curitiba. A Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) já começou a separar as doses para distribuição às 22 Regionais de Saúde, a partir de quinta-feira (04). O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, destacou a importância desse imunizante, que estava anteriormente disponível apenas na rede privada por um custo elevado, em torno de R$ 1,6 mil por dose.

“Recebemos esse importante imunizante para as gestantes paranaenses e seus bebês e já providenciamos o envio para todos os municípios do Paraná, a fim de iniciarmos o quanto antes a aplicação da vacina”, afirmou Beto Preto, ressaltando a expectativa de que todos os municípios estejam prontos para a vacinação na próxima segunda-feira (8).

Detalhes da vacinação

A vacina será aplicada em dose única em mulheres a partir da 28ª semana de gestação. Esta medida é fundamental, pois o VSR é uma das principais causas de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em bebês, especialmente nos menores de seis meses. A infecção pode levar a internações hospitalares, tornando a vacinação uma prioridade para a saúde pública.

A vacinação não tem restrição de idade materna e tem como objetivo proteger o recém-nascido durante os primeiros seis meses de vida, período em que a vulnerabilidade a doenças respiratórias é maior. Ao vacinar a gestante, anticorpos são transferidos ao feto pela placenta, diminuindo os riscos de infecções graves e complicações.

Expectativa de novas doses

Atualmente, as doses recebidas representam apenas 26,8% do total necessário para vacinar as 138.008 gestantes que estão aptas a receber o imunizante no Paraná. A Sesa espera receber novas doses ainda em dezembro, conforme informações do Ministério da Saúde. Essa expectativa reforça a importância de um planejamento contínuo para a proteção das gestantes e seus filhos.

Importância da imunização preventiva

O Vírus Sincicial Respiratório é identificado anualmente como um dos vírus mais prevalentes nas amostras testadas pelo Laboratório Central do Paraná (Lacen/PR). O último Informe Epidemiológico da Sesa destaca a necessidade de imunização preventiva para conter a disseminação do VSR, que pode levar a complicações sérias.

Quantitativo de vacinas por Regional de Saúde

A distribuição das vacinas será proporcional ao quantitativo recebido do Ministério da Saúde. A seguir, o detalhamento do número de doses que cada Regional de Saúde receberá:

  • 1ª RS – Paranaguá – 1.010
  • 2ª RS – Curitiba – 10.583
  • 3ª RS – Ponta Grossa – 2.220
  • 4ª RS – Irati – 574
  • 5ª RS – Guarapuava – 1.746
  • 6ª RS – União da Vitória – 556
  • 7ª RS – Pato Branco – 1.098
  • 8ª RS – Francisco Beltrão – 1.284
  • 9ª RS – Foz do Iguaçu – 1.642
  • 10ª RS – Cascavel – 2.060
  • 11ª RS – Campo Mourão – 1.066
  • 12ª RS – Umuarama – 954
  • 13ª RS – Cianorte – 483
  • 14ª RS – Paranavaí – 834
  • 15ª RS – Maringá – 2.730
  • 16ª RS – Apucarana – 1.174
  • 17ª RS – Londrina – 2.915
  • 18ª RS – Cornélio Procópio – 580
  • 19ª RS – Jacarezinho – 991
  • 20ª RS – Toledo – 1.497
  • 21ª RS – Telêmaco Borba – 665
  • 22ª RS – Ivaiporã – 456

Este novo passo na vacinação contra o VSR representa um esforço significativo do governo estadual para proteger a saúde das gestantes e de seus bebês, contribuindo assim para a redução das complicações respiratórias nas crianças pequenas.

Fonte: tnonline.uol.com.br

Fonte: Agência


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