Decisão ocorre após megaoperação no Rio de Janeiro

O Paraguai anunciou a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas, seguindo uma operação letal no Rio de Janeiro.
Em 30 de outubro de 2025, o governo do Paraguai anunciou a classificação das facções brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. A decisão surge dois dias após uma megaoperação no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortos, incluindo quatro policiais.
Ameaça à soberania nacional
O ministro da Defesa paraguaio, Cíbar Benítez, afirmou que “essas organizações transcendem a criminalidade comum; são verdadeiros terroristas que ameaçam a vida das pessoas e a soberania do país”. Um decreto para formalizar a mudança será assinado nas próximas horas.
Ações nas fronteiras
O presidente Santiago Peña convocou uma reunião para elevar o nível de alerta na fronteira, que agora é considerado máximo. Forças de segurança paraguaias estão em coordenação com agentes brasileiros e argentinos para fortalecer o combate ao crime organizado. Enrique Riera, ministro do Interior, comentou que a união das forças policiais e militares torna o Estado paraguaio invencível.
Resposta regional
A Argentina e a Bolívia também intensificaram o controle nas fronteiras com o Brasil. O governo argentino, sob a liderança de Javier Milei, decidiu classificar o PCC e o CV como narcoterroristas, um pedido que remonta à administração de Donald Trump. O governo argentino pretende examinar todos os brasileiros que cruzem a fronteira, garantindo que não haja confusão entre turistas e membros dessas facções.
Contexto da megaoperação
A operação realizada pelas polícias do Rio de Janeiro, chamada Operação Contenção, foi a mais letal do país, ultrapassando o massacre do Carandiru em 1992. Até o momento, 118 armas foram apreendidas, incluindo 91 fuzis, e 113 pessoas foram detidas, sendo que 33 eram de outros estados. As autoridades ainda estão contabilizando a quantidade de drogas apreendidas.
Notícia feita com informações do portal: noticias.uol.com.br








