Pontífice apela à preservação da arte cinematográfica diante do avanço da inteligência artificial

Papa Leão 14 defende a arte cinematográfica em discurso no Vaticano, enfatizando a necessidade de preservar a cultura frente aos algoritmos.
A importância do cinema segundo o Papa Leão 14
Neste sábado, 15 de novembro de 2025, o Papa Leão 14 recebeu um seleto grupo de cineastas e artistas no Vaticano, incluindo nomes como Cate Blanchett, Spike Lee e Darren Aronofsky. O foco do discurso foi a importância do cinema em tempos de crescente influência da inteligência artificial, um tema que suscita debates acalorados na indústria cultural.
O pontífice começou sua fala destacando o cinema como uma arte “ainda jovem”, que serve para entreter e provocar reflexões profundas sobre a experiência humana. Ele afirmou que a função do cinema vai além da mera diversão, propondo que a arte cinematográfica ajuda o espectador a redescobrir a complexidade da vida. “Me conforta pensar que o cinema não é apenas imagem em movimento: é colocar a esperança em movimento!”, disse o Papa.
Desafios enfrentados pelo cinema
Durante seu discurso, o Papa também abordou a alarmante queda no número de cinemas, enfatizando a necessidade de instituições e comunidades se unirem para preservar esses espaços, que considerou fundamentais para a vida cultural das cidades. Em um mundo dominado por algoritmos que repetem fórmulas de sucesso, ele exortou os presentes a defender a lentidão e a reflexão: “Nem tudo precisa ser imediato ou previsível. Defendam a lentidão quando ela serve a um propósito, o silêncio quando ele fala e a diferença quando ela é evocativa”.
A arte como reflexo da condição humana
O discurso do Papa Leão 14 também tocou em questões contemporâneas que frequentemente aparecem nas telas, como a violência, a pobreza e as guerras esquecidas. Ele ressaltou que o cinema deve ser um espelho da fragilidade humana e pode desempenhar um papel crucial na formação da percepção do público sobre esses temas. Segundo o pontífice, o cinema deve evitar esquivar-se de seus desafios e pode ser um veículo para a busca de sentido e promoção da paz.
Um apelo à coletividade e ao diálogo
Leão 14 encerrou seu discurso enfatizando o caráter coletivo da produção cinematográfica. Ele destacou a importância das diversas funções técnicas e artísticas envolvidas na realização de um filme, ressaltando que o cinema deve continuar a ser um espaço de encontro e diálogo entre as pessoas. A arte, segundo ele, tem um papel vital na construção de uma linguagem que favoreça a paz e a compreensão mútua entre os indivíduos.
Em um mundo onde a tecnologia avança rapidamente, a defesa do cinema como uma forma de arte essencial e humana se torna ainda mais relevante. O apelo do Papa Leão 14 ressoa como um lembrete de que a cultura deve ser preservada e nutrida, mesmo diante das incertezas trazidas pela era digital.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Simone Risoluti/via Reuters








