Caso de estelionato em Patos de Minas chocou comunidade local

Homem usou filho de 12 anos para arrecadar R$ 100 mil com falso tumor no cérebro em várias igrejas de Patos de Minas.
Fiéis de pelo menos três igrejas de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, foram enganados por um homem que usou o filho de 12 anos para arrecadar R$ 100 mil para um falso tratamento de tumor no cérebro. Na segunda-feira (27), o pai, de 50 anos, e o filho mais velho, de 22, foram presos na BR-365, em Buritizeiro, no Norte do estado. Segundo a Polícia Militar (PM), as ocorrências de estelionato confirmaram que o homem informava às igrejas que o filho tinha um tumor cerebral e que precisava arrecadar o dinheiro para uma cirurgia em São Paulo.
Estratégia do golpe
O pai e os filhos utilizavam um microfone e distribuíam panfletos com dados de PIX para arrecadar doações. O filho mais velho era responsável pela conta bancária onde as doações eram feitas. As vítimas relataram à PM que o homem afirmava ter autorização dos líderes religiosos para realizar os pedidos, mas essas autorizações foram negadas pelos responsáveis das paróquias.
Abordagem e prisão
A PM de Buritizeiro abordou o veículo na BR-365 após informações repassadas pelos militares de Patos de Minas. No carro, foram encontrados panfletos para doação, R$ 5.975 em dinheiro, uma cadeira de rodas e laudos médicos falsificados. Apesar das alegações do pai sobre o estado de saúde do filho, o adolescente andava normalmente e se sentou sozinho no veículo quando solicitado. Em depoimento, ele confessou estar seguindo as instruções do pai para simular a doença e aplicar golpes nas igrejas.
Consequências legais
O homem confessou que praticava o golpe em diversas cidades e admitiu ter retirado os filhos da escola há dez dias. A PM também confirmou que ele já tinha antecedentes por estelionato em outro estado, onde usou outro filho em crimes semelhantes. O Conselho Tutelar acompanhou a ocorrência e prestou assistência às crianças. Pai e filho mais velho foram presos em flagrante por estelionato, corrupção de menores e uso de documentos falsos. O dinheiro, os documentos, o carro e a cadeira de rodas foram apreendidos. A Polícia Civil informou que o pai responderá por estelionato e corrupção de menor, enquanto o filho de 22 anos foi liberado após prestar depoimento.








