Caso ocorreu em Santo Antônio do Aracanguá e envolve um menino de 10 anos

Um pai denunciou discriminação após descobrir que alunos escreveram diário com ofensas ao seu filho de 10 anos.
Pai denuncia discriminação racial em Santo Antônio do Aracanguá
Um pai denunciou um caso de discriminação após descobrir que os alunos da Escola Maria José Jesus Costa escreveram um diário com ofensas ao seu filho de 10 anos, no distrito de Vicentinópolis, em Santo Antônio do Aracanguá, no interior de São Paulo. O menino sofre discriminação devido à cor da pele e à condição financeira, sendo chamado de “macaco”, “preto”, “maconheiro” e “mendigo” por colegas de classe.
Situação na escola
O pai, José Eduardo de Castilho, teve conhecimento do caso há um mês, quando uma menina da sala confirmou o conteúdo do diário. O material foi escrito por três alunos, sendo dois meninos e uma menina. A direção da escola convocou uma reunião, mas os pais dos alunos envolvidos não compareceram. José não fez boletim de ocorrência, pois mora a cerca de 20 quilômetros da delegacia.
Reações e medidas adotadas
Em entrevista, a diretora do departamento de Educação, Vera Bezerra da Silva, disse que as crianças foram orientadas sobre a gravidade da situação. Ela afirmou que é preciso respeitar o espaço do outro e que brincadeiras que ofendem não devem acontecer. O Departamento Municipal de Educação informou que não tinha conhecimento prévio do caso e que assim que souberam, solicitaram um relatório à escola.
Apoio psicológico e acompanhamento
Foram tomadas medidas como convocação dos pais dos estudantes envolvidos e acompanhamento psicológico para a turma. A escola realiza atendimento individualizado ao aluno vítima e mantém ações de conscientização sobre bullying e preconceito racial. O Departamento reafirmou seu compromisso em repudir toda forma de discriminação e segue acompanhando o caso de perto.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com








