Operação no Rio: análise de um projeto totalitário


Pesquisador Gabriel Feltran comenta sobre a violência e a política no Brasil

Operação no Rio: análise de um projeto totalitário
Foto: Divulgação/SciencesPo

Gabriel Feltran analisa a operação policial no Rio de Janeiro e a vincula a um projeto totalitário da extrema direita no Brasil.

Em 28 de outubro de 2025, a operação policial no Rio de Janeiro trouxe à tona discussões sobre violência e política, com Gabriel Feltran, pesquisador brasileiro no SciencesPo, apontando que este evento faz parte de um projeto totalitário de extrema direita. Para Feltran, essa operação não apenas revela um aumento na escala de violência, mas também um planejamento político que se articula entre governos e o crime organizado.

Reflexões sobre a violência urbana

Feltran, que estuda a violência urbana há mais de 20 anos, destaca que a narrativa que legitima essas ações ressoa com a ideia de uma faxina contra o narcoterrorismo, apoiada por influenciadores e comentaristas da mídia. Ele alerta que essa visão fomenta um projeto totalitário que já controla partes significativas do governo, do Judiciário e se aproxima do STF.

Consequências da militarização

A operação no Rio é descrita como uma das mais letais na história do Brasil, com consequências devastadoras para a população civil e para a percepção da violência no país. O pesquisador critica a militarização da resposta ao crime, que, segundo ele, apenas intensifica a necessidade de mercados de proteção e corrupção dentro das forças policiais.

O papel da ideologia na segurança pública

Feltran argumenta que a ideologia da extrema direita já permeia as instituições de segurança pública, levando a uma normalização da exceção e à criminalização de populações vulneráveis. A falta de uma política de segurança eficaz e a celebração da violência como método de controle social são aspectos que preocupam o pesquisador, que vê um ciclo vicioso se perpetuando no Brasil.

Caminhos para a mudança

Para reverter essa situação, Feltran sugere a implementação de uma política de segurança que priorize a responsabilização e a investigação de homicídios, a redução do poder armado ilegal e a regulação rigorosa de mercados ilegais. Ele enfatiza que a construção de um Estado civilizado deve ser baseada no respeito à lei e à vida, não na violência e na repressão.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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