Polícia Federal desmantela esquema criminoso na Universidade Federal do Rio de Janeiro

A PF deflagrou a Operação Capgras para investigar fraudes em pensões da UFRJ, com movimentação de R$ 22 milhões.
Na manhã de 30 de outubro de 2025, a Polícia Federal (PF) deu início à Operação Capgras, visando desmantelar um esquema de fraudes em pensões e benefícios de servidores falecidos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O grupo criminoso é acusado de movimentar cerca de R$ 22 milhões entre janeiro de 2022 e dezembro de 2024, utilizando falsificação de documentos e estelionato.
Mandados cumpridos e locais da operação
Na ação, a PF cumpriu 5 mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. As ordens judiciais foram executadas em diversos bairros do Rio de Janeiro — Barra da Tijuca, Recreio, Piedade, Inhoaíba e Senador Camará — além das cidades de Nova Iguaçu, Nilópolis, Mangaratiba e Mogi das Cruzes (SP).
Investigação e indícios de crime organizado
De acordo com as investigações, os criminosos se passavam por familiares de ex-professores da UFRJ para receber indevidamente pensões e benefícios. O grupo também teria praticado golpes bancários e fraudes em outros benefícios previdenciários. A PF relata ter encontrado indícios de que parte do dinheiro foi destinada a pessoas ligadas à cúpula de uma das principais facções criminosas do Rio.
Denúncia que originou a operação
O inquérito teve início após uma denúncia de um pensionista da UFRJ, que percebeu a inclusão de um beneficiário falso em sua pensão. Uma auditoria interna da universidade revelou outros casos semelhantes, com um prejuízo estimado em R$ 1,2 milhão. A PF não descarta a possibilidade de que a organização tenha atuado contra outros órgãos públicos.
Possíveis consequências legais
Os suspeitos podem responder por falsificação de documento público, estelionato, uso de documento falso, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A operação é coordenada pela Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (Delefaz) no Rio de Janeiro, com apoio da Unidade de Investigações Sensíveis e do Núcleo de Identificação da PF.








