ONU planeja deslocamento de países inteiros devido à crise climática


A OIM destaca a necessidade de financiamento para comunidades vulneráveis afetadas pela mudança climática

ONU planeja deslocamento de países inteiros devido à crise climática
Deslocamento de populações devido à crise climática. Foto: Governo Federal

A OIM da ONU se prepara para gerenciar o deslocamento de nações inteiras devido à crise climática.

ONU se prepara para o deslocamento de países inteiros

Neste cenário de crise climática, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU está se preparando para um fenômeno inédito: o deslocamento de países inteiros. Segundo Ugochi Daniels, vice-diretora-geral da OIM, essa situação representa uma nova experiência para o mundo, onde um país inteiro pode necessitar mudar-se para outro território.

Em 2024, Tuvalu, uma nação insular na Polinésia, já tomou medidas nesse sentido ao assinar um acordo com a Austrália. Esse acordo permitirá que os 11 mil habitantes de Tuvalu tenham direito à residência permanente na Austrália, devido ao risco de submersão total do arquipélago em um século, o que exemplifica a gravidade da situação.

Impactos da crise climática sobre a migração

A OIM relata que a crise climática tem moldado as dinâmicas migratórias globalmente. Em apenas um ano, quase 46 milhões de pessoas foram deslocadas por desastres climáticos, um recorde alarmante. Eventos climáticos extremos, como o tornado que devastou a cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, sublinham a urgência dessa questão. Apesar de tal gravidade, a maioria dos governos investe menos de 1% de seus orçamentos na prevenção de desastres.

Daniels enfatiza que a OIM está pedindo financiamento climático direto para as comunidades mais vulneráveis na COP30, destacando a necessidade de inclusão da mobilidade urbana nas agendas de adaptação. “As pessoas que mais precisam de adaptação têm o menor acesso ao financiamento”, afirma.

Desafios enfrentados pelas mulheres migrantes

As mulheres são particularmente afetadas pelo deslocamento devido à crise climática. Muitas vezes, ao se mudarem, acabam em empregos de baixa remuneração, geralmente em serviços domésticos. Aqueles que escolhem ficar em suas terras enfrentam desafios adicionais, especialmente no que diz respeito ao cuidado com as famílias.

A vice-coordenadora da OIM destaca a importância de focar nas populações mais expostas aos impactos climáticos, com ênfase no apoio às mulheres. A ONU está atenta ao fato de que cerca de 1 bilhão de pessoas estão em risco, e é essencial agir agora para que essas comunidades consigam se adaptar às mudanças que estão por vir.

Necessidade de financiamento adequado

A OIM também está aguardando que os negociadores da COP30 aceitem um objetivo ambicioso de US$ 1,3 trilhão para o financiamento climático. Contudo, é crucial que existam diretrizes claras para que os países mais vulneráveis possam acessar esses recursos. A vice-coordenadora argumenta que não basta ter o financiamento; é necessário que ele esteja acessível para aqueles que realmente precisam, como os habitantes do Afeganistão, Somália, Etiópia e Chade.

Concluindo, a OIM ressalta que o foco deve ser a adaptação e a assistência às comunidades vulneráveis, em especial as mulheres, para que possam enfrentar os desafios impostos pela crise climática de maneira eficaz.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Governo Federal


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