Prorrogação se dá após desabamento que resultou em fatalidade

As obras de reparação da Igreja de Ouro em Salvador foram prorrogadas por quatro meses, após desabamento que matou uma turista.
As obras de reparação da Igreja de São Francisco de Assis, conhecida como “Igreja de Ouro”, no Centro Histórico de Salvador, foram prorrogadas por quatro meses. A decisão foi informada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) nesta data, após o trágico desabamento que resultou na morte da turista Giulia Panchoni Righetto, de 26 anos, em fevereiro de 2025.
Detalhes sobre o acidente
Giulia estava sentada em um dos bancos da igreja quando o teto desabou, atingindo-a. Outras cinco pessoas também foram feridas no incidente. As obras, que deveriam ser concluídas em outubro de 2025, agora se estenderão até fevereiro de 2026. Até o momento, foram gastos R$ 1,3 milhão nos reparos, que incluem escoramento e avaliação estrutural.
Ações após o acidente
Um Termo Aditivo para prorrogação dos trabalhos emergenciais foi assinado em 6 de outubro. Além disso, o Ministério da Cultura liberou mais R$ 1 milhão para a continuidade das obras, que incluem a substituição de 90% das telhas cerâmicas e a consolidação estrutural do forro.
Prevenção e segurança
O frei Pedro Júnior Freitas da Silva havia alertado o Iphan sobre a necessidade de uma vistoria no forro, mas a visita estava marcada para um dia após o desabamento. O presidente do Iphan, Leandro Grass, afirmou que o protocolo seguido não era adequado para situações de urgência. O diretor da Defesa Civil de Salvador, Sósthenes Macedo, mencionou que apesar dos problemas na estrutura, não havia risco iminente de desabamento, o que impediu a interdição do espaço.








