Laudo aponta que mãe e filha morreram intoxicadas por monóxido de carbono na Barra da Tijuca

Uma obra no apartamento onde mãe e filha morreram intoxicadas por monóxido de carbono criou uma 'câmara de gás'.
Obra transformou apartamento em ‘câmara de gás’
Uma intervenção realizada no apartamento na Barra da Tijuca, onde Lidiane Aline Lorenço e sua filha, Miana Sophya Santos, foram encontradas mortas, resultou em uma ‘câmara de gás’. O laudo pericial indica que ambas morreram intoxicadas por monóxido de carbono. Segundo o especialista Jorge Olmar, a obra falhou em direcionar os gases para fora do imóvel, culminando na tragédia.
Falhas graves na instalação
O duto de exaustão do aquecedor a gás terminava dentro da sala, quando deveria ser direcionado para a fachada. Além disso, o imóvel não passou pela autovistoria necessária, agravando a situação. Olmar ressalta que o acúmulo de monóxido de carbono pode ser silencioso e letal, destacando a importância de inspeções periódicas, especialmente em residências multifamiliares.
Recomendações para a segurança
Luis Felipe Boueri, consultor e engenheiro, recomenda que a manutenção de aparelhos a gás seja feita a cada dois anos, ou anualmente para garantir seu funcionamento adequado. Em reformas, é crucial contratar profissionais habilitados que possam garantir a segurança das instalações.
Investigação em andamento
O delegado responsável pela investigação, Neilson Nogueira, afirmou que as apurações sobre a responsabilidade pelo vazamento de monóxido de carbono continuam. O laudo revelou que alterações na varanda do apartamento comprometeram a ventilação, favorecendo o acúmulo do gás em diversos cômodos. A companhia de gás, Naturgy, lamentou o ocorrido, esclarecendo que a responsabilidade pela manutenção interna é do consumidor, conforme legislações estaduais vigentes.








