Descoberta revela a perda de biodiversidade no Paraná

Sapo coletado em 1963 no Paraná é nomeado como Dryadobates erythropus e é considerado extinto.
Em Curitiba, Paraná, um sapo coletado em 9 de janeiro de 1963, foi oficialmente nomeado de Dryadobates erythropus e é considerado extinto. A descoberta ocorreu após a análise do material por Taran Grant, do Smithsonian, que confirmou a identidade do espécime. O sapo, conhecido pelos saltos explosivos, revela a perda de biodiversidade na região, onde hoje não há mais habitat adequado para a espécie.
A história do sapo
O exemplar foi coletado por Doris Cochran e Doris Blake em Tarumã, então uma área rural. Com o avanço da urbanização, o ambiente mudou drasticamente, dificultando a continuidade da espécie. Durante anos, houve especulações sobre a correta identificação do sapo, mas a análise mais recente confirmou que se tratava de um sapo-foguetinho, um grupo conhecido por suas características únicas.
Extinção e biodiversidade
A confirmação de extinção é complexa, mas o fato de a espécie ter desaparecido por décadas sem registros torna essa conclusão inevitável. O estudo publicado no periódico Zootaxa detalha características do sapo, como seu corpo minúsculo e hábitos reprodutivos, que incluem cuidados parentais notáveis. A descoberta sugere que outras espécies intermediárias entre o Rio de Janeiro e o Paraná podem ter desaparecido sem serem registradas.
Importância da preservação
As informações coletadas sobre o Dryadobates erythropus são essenciais para entender melhor a biodiversidade da Mata Atlântica e as ameaças que as espécies enfrentam. A continuidade da pesquisa e a coleta de dados sobre as populações remanescentes são cruciais para a conservação das rãs-foguetinhas e para o futuro da biodiversidade na região.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








