Inovações facilitam acesso à internet via satélite no Brasil

Novas regras da Anatel, que entram em vigor no dia 28, abrem caminho para a Starlink oferecer internet móvel via satélite no Brasil sem acordos com operadoras.
No próximo dia 28, começam a valer as novas regras da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), que simplificam a oferta de telefonia e internet via satélite com uma única licença; essa mudança abre espaço para que a SpaceX, de Elon Musk, ofereça internet móvel para celulares no Brasil sem depender de acordos com operadoras.
Licença e operação da Starlink
Recentemente, a SpaceX adquiriu da EchoStar, por US$ 17 bilhões, as licenças da União Internacional de Telecomunicações (UIT) para operar no espectro de telefonia via satélite. Isso torna a EchoStar acionista minoritária da SpaceX e gestora no Brasil da HughesNet, principal concorrente da Starlink. A Anatel observa um crescimento do serviço de internet via satélite, especialmente em áreas rurais do Norte e Centro-Oeste, onde a infraestrutura de fibra ótica é escassa.
Desafios e permissões no Brasil
Embora a Starlink tenha autorização nos Estados Unidos para oferecer conexão móvel com a cooperação de operadoras, no Brasil, ainda não possui permissão para atuar. Atualmente, a empresa só consegue enviar mensagens de texto e coordenadas geográficas em regiões fora do alcance de torres de telefonia móvel. A Anatel ainda precisa publicar as condições para a transição das operadoras de telefonia via satélite para a nova outorga, permitindo que empresas como a Starlink operem suas ofertas de internet móvel.
O futuro do mercado de telecomunicações
A maioria dos smartphones ainda não é compatível com o sinal de telefonia via satélite, mas a Apple incluiu esse recurso no lançamento do iPhone 17. Assim, a Starlink poderá atender esses usuários, mesmo que ainda dependa de operadoras para a operação. A Viasat levantou preocupações sobre a dominância da SpaceX no setor, apontando que a empresa possui uma posição vantajosa no espectro viável, o que pode afetar a concorrência no mercado.
A Anatel, por outro lado, acredita que a competição no Brasil tem sido benéfica, resultando em preços mais acessíveis para os consumidores. As novas regras prometem transformar o cenário de telecomunicações no país, facilitando o acesso à internet em áreas menos favorecidas.








