Estudo revela conexão genética entre membros e partes inferiores do corpo

Pesquisadores propõem nova teoria sobre a evolução das mãos, ligada a genes de partes inferiores do corpo.
Cerca de 360 milhões de anos atrás, seres aquáticos deixaram a água e começaram a desenvolver membros, uma transformação que levou à evolução das mãos e dedos. Pesquisadores, utilizando a tecnologia de edição de DNA Crispr, propuseram uma nova teoria que sugere que a construção desses membros está intimamente ligada a genes associados a áreas inferiores do corpo humano.
A pesquisa e suas descobertas
Cientistas têm estudado fósseis de peixes extintos e embriões de vertebrados para entender essa transição evolutiva. Em um estudo recente, Aurélie Hintermann, do Instituto Stowers de Pesquisa Médica, demonstrou que a receita para construir mãos foi em parte retirada de genes que controlam o desenvolvimento das regiões inferiores do corpo. Essa abordagem revela que, em vez de novos genes, a evolução ocorreu através da combinação de antigos segmentos genéticos.
Os genes e sua função
O estudo identificou o trecho de DNA conhecido como 5DOM, que desempenha um papel crucial no desenvolvimento de membros. A pesquisa revelou que a remoção do 5DOM de embriões de camundongos resultou no desenvolvimento de pernas, mas não de pés, indicando sua importância. Além disso, o 5DOM foi encontrado em peixes-zebra, o que sugere que esse trecho de DNA já existia em ancestrais comuns, sugerindo uma continuidade evolutiva.
Implicações e próximos passos
Os resultados levantam questões sobre como o 5DOM adquiriu sua nova função ao longo do tempo. Segundo os pesquisadores, entender essas mudanças pode revelar muito sobre a evolução das extremidades em vertebrados. A comparação entre peixes e mamíferos pode oferecer insights valiosos sobre as adaptações evolutivas que ocorreram durante a transição de vida aquática para terrestre.
A pesquisa está em andamento, e os cientistas esperam desvendar mais mistérios sobre essa fascinante transformação evolutiva.








