Nova emenda dos precatórios traz mudanças nos pagamentos


Entenda as principais alterações na legislação

Nova emenda dos precatórios traz mudanças nos pagamentos
Mudanças na legislação trazem novas regras de pagamento. Foto: Congresso em Foco

A Emenda Constitucional 136 traz novas regras para o pagamento de precatórios, visando maior previsibilidade e fôlego financeiro para estados e municípios.

A Emenda Constitucional 136, promulgada na terça-feira (9), redesenha as regras de pagamento de precatórios (dívidas reconhecidas pela Justiça) por estados, DF e, principalmente, municípios. A ideia é dar previsibilidade e fôlego de caixa aos governos locais, sem deixar o credor sem resposta.

O que são precatórios e as mudanças trazidas pela nova emenda?

Os precatórios são dívidas que o governo é obrigado a pagar após perder uma ação na Justiça. A nova emenda estabelece um teto anual para cada município, ligado à Receita Corrente Líquida (RCL), definindo percentuais de 1% a 5% da RCL a serem pagos, dependendo do tamanho do estoque de precatórios em atraso. Além disso, a emenda permite o parcelamento das dívidas em até 300 meses, com penalidades para os entes que não cumprirem as novas regras.

Penalidades e condições para o cumprimento

Se um estado, DF ou município não liberar o dinheiro para pagar os precatórios dentro do limite anual, o Tribunal de Justiça pode sequestrar valores diretamente das contas públicas. O gestor pode ser responsabilizado por improbidade e o ente ficará impedido de receber transferências voluntárias.

Acordos diretos e correção dos valores

Os credores poderão negociar descontos para receber à vista, e a correção dos valores será feita pelo IPCA, com juros de mora de 2% ao ano. O prazo para apresentação de precatórios ao Orçamento também foi alterado, exigindo que sejam apresentados até 1º de fevereiro para que sejam pagos até o fim do ano seguinte.

Impactos da nova emenda para municípios e credores

Com as novas regras, há maior previsibilidade para os credores sobre os pagamentos. A emenda traz também a possibilidade de linhas de crédito públicas para facilitar a quitação das dívidas e garante uma gestão financeira mais eficiente para os municípios, com a possibilidade de desvinculação de receitas até 2026.


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