Estudo aponta falhas na nova tarifa social que ignora desigualdades

Instituto critica nova tarifa social de energia por não abordar desigualdades sociais.
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Na nova tarifa social de energia elétrica, que oferece isenção total para consumo de até 80 kWh por mês, o Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos) afirma que a iniciativa falha em abordar as desigualdades estruturais no setor elétrico. O programa é destinado a famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico.
Números e desigualdades
- Mulheres negras de baixa renda comprometem, em média, 11,6% do que ganham com energia elétrica, oito vezes mais que homens brancos de alta renda.
- A nova regra substitui um modelo anterior que permitia consumo de até 220 kWh com descontos progressivos.
Críticas à nova tarifa
Cássio Cardoso Carvalho, assessor político do Inesc, destaca que a nova tarifa ignora questões de gênero e raça, características que determinam a capacidade de consumo. “Mulheres negras, sobretudo de baixa e média renda, têm menor elasticidade de consumo”, explica Carvalho, indicando que muitas já consomem apenas o essencial.
Benefícios e limitações
Além de famílias cadastradas, o novo modelo também beneficia pessoas com deficiência e idosos que recebem o BPC (Benefício de Prestação Continuada). Contudo, se o consumo ultrapassar 80 kWh, o desconto não será aplicado integralmente.
Próximos passos e perspectivas
A partir de 2026, o governo planeja ampliar a tarifa social para famílias com renda de até um salário mínimo, que terão desconto para consumo de até 120 kWh. Essa mudança deve beneficiar cerca de 55 milhões de brasileiros. O modelo atual, que promete isenção automática para quem atende os requisitos, visa simplificar o acesso ao benefício.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








