Negociações de paz entre Israel e Hamas avançam sob pressão de Trump


A guerra na Faixa de Gaza completa dois anos nesta segunda-feira

Negociações de paz entre Israel e Hamas avançam sob pressão de Trump
Guerra em Gaza já dura quase dois anos. Foto: Reuters

Israel e Hamas retomam negociações de paz no Cairo, com o apoio de Trump, na véspera do segundo aniversário do conflito na Faixa de Gaza.

Nesta segunda-feira (6), no Cairo, Israel e Hamas retomam as negociações para o fim da guerra na Faixa de Gaza, que completa dois anos desde o início do conflito. As tratativas são mediadas pelo Egito e acontecem sob a pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que elaborou um plano de paz aceito por Israel, enquanto o Hamas concorda em libertar reféns em troca de prisioneiros palestinos.

Contexto do conflito

Desde outubro de 2023, a guerra entre Israel e Hamas resultou em mais de 67 mil mortos e quase 170 mil feridos, conforme dados do Ministério da Saúde de Gaza. O ataque terrorista do Hamas em território israelense deixou mais de 1.200 mortos e cerca de 250 reféns. A situação humanitária em Gaza é crítica, com fome generalizada e deslocamentos forçados de palestinos, considerados crimes de guerra segundo o direito internacional.

Desdobramentos das negociações

A delegação israelense chegou ao Cairo na noite de domingo, e as negociações contarão com a participação do enviado especial americano Steve Witkoff e Jared Kushner. Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, espera que todos os reféns sejam libertados “nos próximos dias”, mas afirma que não cumprirá qualquer termo do acordo de Trump até que todos os reféns cruzem a fronteira para Israel.

Reações e impactos

O Hamas expressou a intenção de iniciar a libertação dos reféns imediatamente, mas continua a protestar contra os bombardeios israelenses em Gaza, que resultaram em mortes de civis. As pressões de Trump e de outras autoridades internacionais destacam a necessidade urgente de um cessar-fogo, embora Israel mantenha o direito de continuar os ataques enquanto não houver um acordo em vigor.
A situação permanece tensa, com as negociações em andamento e a comunidade internacional atenta às consequências dos desdobramentos.

Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com


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