Análise de fósseis sugere diferenças significativas entre as duas espécies

Estudo revela que Nanotyrannus não é apenas um jovem T. rex, mas uma espécie diferente, com características anatômicas distintas.
Em 30 de outubro de 2025, um novo estudo publicado na revista Nature concluiu que o Nanotyrannus não é apenas uma versão juvenil do Tyrannosaurus rex, mas uma espécie diferente. A pesquisa, liderada pela paleontóloga Lindsay Zanno da Universidade Estadual da Carolina do Norte, analisa fósseis descobertos em Montana, datados de aproximadamente 67 milhões de anos.
Diferenças anatômicas significativas
Os cientistas observaram que os fósseis eram de indivíduos maduros, não jovens, e possuíam características distintas, como um maior número de dentes, uma crista na frente dos olhos, diferenças na parte posterior do crânio e um terceiro dedo, um a mais que o T. rex. Essas diferenças indicam que Nanotyrannus e Tyrannosaurus pertencem a gêneros diferentes, apesar de ambos serem carnivoros da linhagem dos tiranossauros.
Implicações da pesquisa
A pesquisa pode encerrar o debate que perdurava entre os paleontólogos sobre a natureza do Nanotyrannus. Zanno enfatiza que não é biologicamente plausível que o Nanotyrannus seja um juvenil de T. rex, visto que as diferenças de tamanho e estrutura eram marcantes. O Nanotyrannus pesava cerca de 700 quilos, apenas 10% da massa corporal de um T. rex, que podia chegar a 7 toneladas.
Conclusões sobre a diversidade dos dinossauros
A coexistência de Nanotyrannus e T. rex no mesmo ambiente, junto com uma variedade de dinossauros herbívoros, sugere que a diversidade dos dinossauros era mais rica antes da extinção em massa há 66 milhões de anos. Isso refuta a ideia de que os dinossauros estavam em declínio antes de sua extinção, conforme observado pelo paleontólogo James Napoli, coautor do estudo. As novas evidências mostram que, até o fim de sua era, os dinossauros continuavam a evoluir e diversificar.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br








