Multinacionais adotam políticas para apoiar funcionárias durante a transição hormonal

Empresas começam a implementar programas para apoiar mulheres no climatério e na menopausa.
Multinacionais no Brasil estão começando a implementar programas específicos para mulheres no climatério e na menopausa. Vanessa Biazzo, empresária de 51 anos, compartilha sua experiência lidando com sintomas como fogachos e névoa mental, que afetam seu trabalho. Ela defende a flexibilidade no ambiente de trabalho para que mulheres possam se ausentar quando necessário e manter sua produtividade.
Desafios enfrentados e o tabu da menopausa
Uma pesquisa realizada pela Ipsos revelou que 45% das mulheres entrevistadas se sentiram deslegitimadas ao relatar seus sintomas. Isso evidencia o tabu que ainda envolve o tema, levando muitas a temerem represálias no trabalho. Especialistas, como a ginecologista Andrea Gonçalves, afirmam que é vital acolher essas mulheres e ajudar a desmistificar a menopausa.
Iniciativas das empresas
No Brasil, empresas como a farmacêutica Sanofi estão tomando a dianteira ao oferecer políticas específicas para menopausa. Desde 2013, a Sanofi permite que funcionários solicitem reembolso para reposição hormonal. O Global Menopause Hub, criado recentemente, fornece conteúdos úteis para colaboradoras e líderes. A Nestlé Brasil também está atenta ao aumento da população feminina na menopausa e lançou o Guia Global de Menopausa no Trabalho, promovendo ações para melhorar a qualidade de vida das funcionárias.
Conclusão
É fundamental que as empresas continuem a desenvolver políticas que abordem os desafios enfrentados por mulheres no climatério, assegurando um ambiente de trabalho mais inclusivo e acolhedor. A saúde e o bem-estar das funcionárias devem ser prioridade para impulsionar a produtividade e o engajamento no local de trabalho.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








