Instituições financeiras adotam medidas mais rigorosas

Bancos intensificam ações para combater o uso de contas correntes por golpistas, com foco em operações suspeitas.
Bancos intensificam ações para combater o uso de contas correntes por golpistas. A decisão de fechar o cerco sobre operações financeiras suspeitas partiu da Febraban, a Federação Brasileira de Bancos, e foi anunciada nesta segunda-feira (27 de outubro de 2025).
Novas diretrizes
As instituições financeiras agora devem bloquear transações suspeitas e encerrar imediatamente contas abertas em nome de “laranjas” ou contas “frias”, que utilizam dados roubados para fraudes. Além disso, contas de empresas de apostas online não autorizadas também serão canceladas. O presidente da Febraban, Isaac Sidney, enfatiza que o objetivo é impedir a circulação de dinheiro ilícito.
Contexto da situação
Essas novas medidas surgem após uma operação que revelou que o PCC utilizava fintechs e fundos de investimento para lavar dinheiro de atividades ilegais, como sonegação fiscal e tráfico de drogas. Nos últimos anos, investigações mostraram que golpistas usavam contas em nome de terceiros para desviar valores de vítimas, resultando em mais de R$ 10 bilhões em prejuízos em 2024.
Monitoramento rigoroso
Para garantir um controle mais eficiente, os bancos estão redobrando a atenção a comportamentos que possam indicar fraudes, como movimentações financeiras desproporcionais ao rendimento mensal e saques elevados em curto espaço de tempo. O professor de Direito Penal da USP, Pierpaolo Cruz Bottini, acredita que a iniciativa da Febraban será um passo importante para impedir que o dinheiro sujo acesse o sistema financeiro.








