Entenda os desdobramentos do caso do comerciante assassinado após descobrir traição

Ministério Público recorre contra a soltura da viúva de Igor Peretto, assassinado em Praia Grande.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) entrou com um recurso contra a decisão da Justiça que mandou soltar Rafaela Costa da Silva, viúva do comerciante Igor Peretto, assassinado a facadas no dia 31 de agosto de 2024, em Praia Grande. O juiz Felipe Esmanhoto Mateo desclassificou Rafaela da denúncia, alegando que ela não estava presente no momento do crime e que as provas eram insuficientes para comprovar sua participação.
Contexto do crime
Igor Peretto foi assassinado dentro do apartamento da irmã em Praia Grande, e o MP-SP denunciou Rafaela, sua cunhada Marcelly Peretto e Mário Vitorino por premeditação. A decisão que liberou Rafaela foi publicada em 16 de outubro, mas o promotor Rafael Viana de Oliveira Vidal protocolou um recurso na mesma data, solicitando que ela fosse submetida a júri popular junto aos outros dois acusados.
Argumentos do Ministério Público
O promotor argumentou que existem indícios suficientes da participação de Rafaela, afirmando que a certeza sobre sua participação não é necessária nesta fase do processo. Vidal mencionou que a pluralidade de elementos probatórios deve levar a um julgamento. Ele pediu também a decretação da prisão preventiva de Rafaela novamente.
Defesa de Rafaela
O advogado de Rafaela, Yuri Cruz, contestou a ação do MP-SP, afirmando que não há elementos probatórios que justifiquem a acusação. Ele destacou que o delegado responsável pelo inquérito confirmou a inexistência de indícios que sugiram qualquer premeditação por parte de Rafaela. Além disso, a defesa confia que a Justiça manterá a decisão que favoreceu a sua cliente.
Desdobramentos e próximos passos
Enquanto isso, o juiz determinou a pronúncia de Marcelly e Mário para que sejam submetidos a júri popular, mantendo as qualificadoras do crime. A decisão foi considerada contraditória pela defesa de Marcelly, que questionou a fundamentação do juiz. A família de Igor Peretto, por sua vez, expressou confiança na Justiça e na atuação do MP-SP, aguardando que Rafaela retorne ao processo principal. O crime, que chocou a comunidade, levanta questões sobre relacionamentos e traições, que complicam ainda mais a situação dos envolvidos.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com








