Motta adia votação do PL do terrorismo e busca evitar polarização


Medida foi adiada pela segunda vez em uma semana, com foco em evitar intervenções externas

Motta adia votação do PL do terrorismo e busca evitar polarização
Governo é totalmente contra projeto que equipara facções a organizações terroristas

O presidente da Câmara, Hugo Motta, adiou a votação do PL que trata facções criminosas como terrorismo, buscando evitar polarização no debate.

Motta adia votação do PL do terrorismo

Nesta quarta-feira (5), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), adiou pela segunda vez a votação do projeto que trata facções criminosas como organizações terroristas. A medida foi tomada em um cenário onde o governo expressa preocupações sobre possíveis intervenções militares dos Estados Unidos, similar a operações anteriores na América Latina.

Preocupações com a polarização

Os governistas, incluindo o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), temem que a votação possa abrir brechas para sanções internacionais. Guimarães solicitou a Motta que segurasse a votação, argumentando que a proposta está “nas mãos do Hugo” e que a solução deve evitar a polarização. Motta demonstrou a aliados a necessidade de cautela para entender as consequências internacionais da matéria.

Alternativas e novos relatos

Uma alternativa apresentada sugere que a relatoria da proposta não fique a cargo de um deputado da oposição. O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP-SP), está se licenciando para assumir seu mandato como deputado federal e relatar a proposta. A discussão sobre a tramitação do projeto está pautada para que não ocorra na CCJ, onde o relator é o opositor Nikolas Ferreira (PL-MG).

Prioridade para o projeto antifacções

Os deputados da base governista veem como intencional o adiamento das sessões na CCJ, sinalizando que Motta prefere priorizar o projeto antifacções, que endurece as penas para organizações criminosas. O deputado Danilo Forte (União-CE), autor do projeto que trata facções como terrorismo, sugeriu que a proposta fosse “apensada” ao projeto antifacções, buscando tramitar de forma conjunta na Câmara.


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