Líder feminista e ex-companheira de Carlos Marighella faleceu hoje

A ativista Clara Charf morreu hoje aos 100 anos, segundo informou a Associação Mulheres pela Paz. Ela foi uma das maiores militantes de esquerda do Brasil.
A ativista da esquerda Clara Charf morreu hoje, 3 de novembro de 2025, aos 100 anos, conforme informou a Associação Mulheres pela Paz. A causa da morte foi por “causas naturais”. Clara estava hospitalizada há alguns dias e intubada, segundo informações da ONG feminista que promove a igualdade de gênero.
Trajetória de luta e resistência
Ex-companheira do guerrilheiro Carlos Marighella, Clara Charf dedicou sua vida a lutas sociais desde os 20 anos. Ela se filiou ao PCB (Partido Comunista Brasileiro) aos 21 anos, onde conheceu Marighella. Juntos, eles atuaram na Ação Libertadora Nacional (ALN), fundada em 1967. O relacionamento dos dois durou 21 anos, de 1948 a 1969, até o assassinato de Marighella durante a ditadura militar.
Após a morte do companheiro, Clara se exilou em Cuba, onde viveu com identidade falsa por dez anos, retornando ao Brasil em 1979, após a promulgação da Lei da Anistia. Em sua trajetória política, ela também se filiou ao PT e concorreu ao cargo de deputada federal em 1982, embora não tenha sido eleita.
Legado e homenagens
Clara continuou ativa na militância até seus últimos dias, presidindo a Associação Mulheres pela Paz e participando do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e da Secretaria de Mulheres do PT. A notícia de sua morte gerou uma onda de homenagens nas redes sociais, com políticos da esquerda, como o ministro Paulo Teixeira e o deputado Ivan Valente, destacando seu papel histórico e sua dedicação à luta por um Brasil mais justo e igualitário. A memória de Clara Charf será lembrada como a de uma das maiores militantes de esquerda do Brasil, que lutou por um século por socialismo e justiça social.
Notícia feita com informações do portal: noticias.uol.com.br








