Dentista mobiliza arrecadação para ajudar vizinhos afetados por explosão em São Paulo

Após explosão no Tatuapé, moradores estão em estado de choque. Campanha de arrecadação é mobilizada para ajudar vítimas.
Na noite de 4 de outubro de 2023, uma explosão em um imóvel localizado no bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo, deixou os moradores em estado de choque. A dentista Mariana Barqueiro, de 36 anos, que reside a menos de um quilômetro do local, descreveu o momento como aterrorizante, afirmando que o barulho da explosão fez as paredes de seu condomínio tremerem e as luzes piscarem, levando-a a acreditar que se tratava de trovões.
Mariana, preocupada com os vizinhos, mobilizou uma campanha de arrecadação de itens essenciais para aqueles que tiveram suas casas danificadas pela explosão. Segundo ela, muitos moradores perderam telhados, janelas e ficaram angustiados com a situação de seus animais de estimação. “Eles estão em choque, desorientados e preocupados com o que acontecerá a seguir”, relatou.
A dentista destacou que a situação era crítica, com muitos vizinhos buscando ajuda para recuperar objetos destruídos e encontrar animais perdidos. “Alguns moradores vieram até mim, desesperados, informando que perderam seus cachorros e outros pertences. As casas ao lado da explosão estão totalmente bloqueadas e inabitáveis”, explicou.
Na tarde seguinte ao ocorrido, Mariana encerrou a arrecadação, uma vez que as famílias afetadas estavam sendo encaminhadas para a casa de parentes e albergues. “A prioridade era arrecadar colchões e roupas, pois muitos saíram de casa apenas com a roupa do corpo. A cena era de guerra”, desabafou.
A explosão, que ocorreu por volta das 19h08, interrompeu o trânsito na região e gerou pânico entre os moradores. Imagens de câmeras de segurança mostraram o momento do impacto, quando veículos frearam abruptamente devido ao clarão e ao estrondo. A Defesa Civil interditou 23 casas na área, sendo 12 delas totalmente e 11 parcialmente, e os moradores foram temporariamente desalojados, mas estão sendo acolhidos por familiares.
A Prefeitura de São Paulo anunciou que prestará auxílio emergencial, oferecendo um pagamento único de R$ 1.000 para cinco famílias de baixa renda que precisaram deixar suas moradias. Equipes de assistência social também estão prestando atendimento a cerca de 20 pessoas afetadas. No entanto, até o momento, as famílias não aceitaram a oferta de acolhimento.
As investigações da Polícia Civil apontam que o responsável pela explosão, identificado como Adir de Oliveira Mariano, estava manuseando explosivos sem autorização. A família dele, que não tinha conhecimento da situação, foi pega de surpresa. O delegado responsável afirmou que a identificação formal de Adir só poderá ser feita após laudo pericial, já que seu corpo ficou irreconhecível após a explosão.
A Defesa Civil informou que as casas interditadas apresentaram danos estruturais significativos, como destelhamentos e rachaduras. As avaliações iniciais podem resultar em um aumento no número de imóveis interditados, dependendo das inspeções que ainda estão sendo realizadas. A polícia instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da explosão, que foi registrada como crime ambiental e lesão corporal.
A tragédia deixou a comunidade em estado de alerta e os moradores esperam por informações sobre a possibilidade de reconstrução de suas casas e o futuro de suas vidas após esse terrível incidente.
Fonte: noticias.uol.com.br








