Ministério Público pede imagens de câmeras de PMs que invadiram escola em SP


Ação ocorre após intimidar educadores durante atividade sobre mitologia afro-brasileira.

Ministério Público pede imagens de câmeras de PMs que invadiram escola em SP
PMs invadiram escola para intimidar educadores. Foto: Divulgação

Ministério Público solicita imagens de câmeras de PMs que invadiram escola em SP para intimidar educadores sobre atividade cultural.

Ministério Público investiga invasão de escola por PMs em São Paulo

O Ministério Público de São Paulo está investigando o caso em que policiais militares invadiram a Emei Antônio Bento, localizada na zona oeste da capital, em 11 de novembro de 2025. A ação, que envolveu a entrada armada dos PMs, ocorreu após um episódio de intimidação por parte do pai de uma aluna, que é sargento da PM. O incidente levantou preocupações sobre a atuação da polícia nas instituições de ensino, especialmente em relação à proteção de educadores e alunos.

Contexto do incidente

O pai da aluna, insatisfeito com uma atividade sobre a mitologia dos orixás, intimidou a diretora da escola, rasgando parte de um mural que havia sido preparado pelas crianças. Esse ato de vandalismo motivou a intervenção dos policiais, que, armados e com uma metralhadora, questionaram a diretora sobre a situação. Segundo relatos, a equipe policial alegou ter recebido denúncias de ensino religioso forçado na escola, o que gerou ainda mais tensão no ambiente escolar.

Solicitações do Ministério Público

Em resposta ao incidente, o Ministério Público solicitou que a gestão do governador Tarcísio de Freitas apresentasse as imagens das câmeras corporais dos policiais envolvidos na abordagem. Além disso, foi requisitada a entrega das gravações das câmeras de segurança da escola que registraram tanto a ação do pai da aluna quanto a intervenção da polícia. Essa investigação busca esclarecer as circunstâncias do ocorrido e garantir a responsabilização dos envolvidos.

Consequências para a diretora

Após a invasão, a diretora da Emei Antônio Bento solicitou licença médica, enfrentando problemas de saúde mental devido à pressão e intimidação que sofreu. A gestão Nunes, por meio da Secretaria Municipal de Educação, informou que a assistente de direção assumirá a função da diretora durante seu afastamento, e a escola receberá suporte do Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem, além de outros núcleos focados em educação para as relações étnico-raciais.

Repercussão política e social

O episódio gerou grande repercussão política, com a participação de parlamentares do PSOL, incluindo a deputada federal Luciene Cavalcante e o deputado estadual Carlos Giannazi, que protocolaram um pedido para a investigação. O Grupo de Atuação Especial de Educação (Geduc) do Ministério Público está conduzindo a apuração, que também envolve a Promotoria da Justiça Militar. As autoridades estão focadas em garantir que os direitos dos educadores sejam respeitados e que a situação não se repita em outras instituições.

O papel da polícia e a proteção das escolas

Este caso ressalta a necessidade de um debate mais profundo sobre a presença da polícia nas escolas e a proteção dos profissionais da educação. A atuação da PM, que deve ser voltada para a segurança pública, precisa ser reavaliada, especialmente em ambientes que deveriam ser seguros para o aprendizado e desenvolvimento das crianças. A expectativa é que essa investigação traga à tona as melhores práticas para lidar com situações de conflito nas escolas, sempre priorizando o bem-estar dos alunos e educadores.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Divulgação


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