Coronel Michael Randrianirina assume cargo em meio a crise política e protestos

Coronel Michael Randrianirina é empossado como presidente após a destituição de Andry Rajoelina.
O coronel Michael Randrianirina foi empossado como presidente de Madagascar nesta sexta-feira (17) no prédio da Corte Constitucional, em Antananarivo. A cerimônia ocorreu dias após sua ascensão ao poder em meio a protestos que resultaram na destituição de Andry Rajoelina, que fugiu para o exterior alegando risco à sua vida. Os protestos, motivados por corrupção e falta de serviços básicos, deixaram ao menos 22 mortos.
Contexto do golpe
Randrianirina substitui Rajoelina, que foi destituído pelo Parlamento após manifestações lideradas por jovens. A situação levou à intervenção militar, com a Corte Constitucional ratificando a mudança de governo. A União Africana anunciou a suspensão de Madagascar, seguindo o padrão de condenação a golpes recentes em outros países africanos.
Reação pública
Enquanto muitos jovens celebram a queda de Rajoelina, outros expressam preocupação com a rápida intervenção militar. A estudante Mioty Andrianambinintsoa, de 18 anos, afirmou: “Isto é apenas uma etapa. Nossos objetivos ainda não foram alcançados.” Os manifestantes continuam buscando um governo que os represente mais adequadamente.
Desafios econômicos
Madagascar, com cerca de 30 milhões de habitantes, enfrenta grandes desafios econômicos, sendo um dos países mais pobres do mundo, onde três quartos da população vive na pobreza. O PIB per capita caiu 45% desde a independência, em 1960. A situação atual é um reflexo de anos de promessas não cumpridas, especialmente na luta contra a corrupção e melhoria das condições de vida.
O futuro político
Randrianirina, que já teve um papel crucial em um golpe anterior em 2009, prometeu cumprir suas responsabilidades como presidente, mas a população ainda aguarda mudanças significativas. A situação política em Madagascar continua tensa, e os próximos passos do novo governo serão observados de perto tanto pela população local quanto pela comunidade internacional.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br








