Michelle Bolsonaro busca candidaturas femininas leais em projeto político pessoal


Ex-primeira-dama incentiva candidatas em estados estratégicos, gerando conflitos familiares

Michelle Bolsonaro busca candidaturas femininas leais em projeto político pessoal
Michelle Bolsonaro durante evento. Foto: Mônica Bergamo

Michelle Bolsonaro promove candidaturas femininas leais, causando atritos no bolsonarismo.

Michelle Bolsonaro e seu projeto político pessoal

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro está ativamente buscando eleger candidatas femininas leais ao seu projeto político pessoal. Este movimento, que se intensifica em meio a uma disputa pelo espólio político do ex-presidente Jair Bolsonaro, gera atritos com seus enteados. A estratégia envolve apoiar candidaturas ao Senado em estados como Santa Catarina, Ceará e o Distrito Federal, levantando preocupações entre os integrantes do bolsonarismo tradicional.

Alianças eleitorais e disputas internas

Lideranças do PL (Partido Liberal) e de outros partidos aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro expressam descontentamento com a atuação de Michelle. Eles acusam a ex-primeira-dama de focar em seus próprios interesses políticos, criando confusão em alianças eleitorais, especialmente em estados onde pretende emplacar candidatas que demonstram extrema lealdade a ela. O objetivo é formar um núcleo de poder dentro do PL, conhecido como “michelista”.

Conflitos com os filhos de Jair Bolsonaro

A tensão familiar é palpável, especialmente entre Michelle e seus enteados, Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro. No Ceará, por exemplo, ela faz lobby pela vereadora Priscila Costa, o que gerou descontentamento entre os filhos do ex-presidente que têm seus próprios candidatos. O presidente do PL, André Fernandes, também tem suas próprias ambições, buscando emplacar o pai de Michelle na disputa pelo Senado, o que intensifica ainda mais a rivalidade.

Candidaturas em Santa Catarina e Distrito Federal

Em Santa Catarina, Michelle apoia a candidatura da deputada federal Caroline de Toni, mas a vaga já está reservada para Carlos Bolsonaro, criando um impasse. As tensões aumentam com a deputada Ana Campagnolo, que se alinha a Michelle e critica a decisão de priorizar Carlos. Já no Distrito Federal, Michelle apoia Bia Kicis, em detrimento de aliados mais tradicionais da família, como o governador Ibaneis Rocha.

O impacto de suas ações no bolsonarismo

As ações de Michelle Bolsonaro não apenas ressaltam sua ambição política, mas também refletem a fragilidade das alianças dentro do bolsonarismo. A ex-primeira-dama está em uma posição delicada, tentando equilibrar suas aspirações pessoais com as dinâmicas familiares e as expectativas do partido. O que está em jogo é mais do que apenas candidaturas; é uma batalha pelo controle e pela influência dentro do legado político deixado por Jair Bolsonaro.

Conclusão

Diante de todas essas movimentações, fica claro que o projeto político pessoal de Michelle Bolsonaro não é apenas uma questão de candidaturas femininas, mas uma tentativa de consolidar poder e influência em um cenário onde as rivalidades familiares e políticas se entrelaçam. Com o cenário eleitoral se aproximando, as tensões devem aumentar, e as próximas semanas serão cruciais para determinar o futuro político tanto de Michelle quanto do bolsonarismo como um todo.

Fonte: redir.folha.com.br

Fonte: Mônica Bergamo


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